Na última semana, a a16z, empresa norte-americana de capital de risco, publicou seu relatório anual, State of Crypto Report 2024, ressaltando marcos alcançados, desafios e oportunidades no setor de criptomoedas atual.
A seguir, veja os destaques.
Em setembro de 2024, o número de endereços ativos em blockchains atingiu o recorde de 220 milhões, mais que triplicando desde o final de 2023.
Esse aumento foi impulsionado principalmente pela Solana, que contabilizou 100 milhões de endereços ativos, seguida por NEAR (31 milhões), Base (22 milhões) e Bitcoin (11 milhões). Esses números destacam o uso crescente da tecnologia blockchain em várias redes, com a Solana registrando o maior crescimento.
Os usuários de carteiras móveis de criptomoedas também atingiram um novo marco, com 29 milhões de usuários ativos em junho de 2024. Nigéria, Índia e Argentina estão entre os países que demonstraram um crescimento significativo na adoção, impulsionados por aplicações práticas, como pagamento de contas e transações no varejo.
Os EUA continuam sendo o maior mercado para carteiras móveis de cripto, mas sua participação diminuiu à medida que a adoção global acelerou.
Stablecoins Dominam os Sistemas Financeiros
As stablecoins continuam a dominar, com US$ 8,5 trilhões em volume de transações processados no segundo trimestre de 2024. Mais que o dobro dos US$ 3,9 trilhões da Visa no mesmo período.
Atualmente, as stablecoins se tornaram um dos produtos cripto mais populares e confiáveis, oferecendo pagamentos rápidos, baratos e globais.
Apesar da queda nos volumes de negociação de criptoativos, o uso de stablecoins permaneceu estável, demonstrando sua relevância além das atividades de trading.
Nos EUA, as stablecoins agora são um tema central nas discussões sobre o fortalecimento da posição financeira do país.
Mais de 99% das stablecoins são denominadas em dólares americanos, tornando-as uma ferramenta estratégica para projetar a influência econômica dos EUA globalmente. Além disso, as stablecoins já estão entre os 20 maiores detentores da dívida americana.
DeFi e Melhorias de Infraestrutura Impulsionam a Adoção Cripto
As finanças descentralizadas (DeFi) continuam crescendo, atraindo o maior uso diário de criptoativos, com 34% dos endereços ativos.
Com mais de US$ 169 bilhões bloqueados em protocolos DeFi, as categorias de staking e empréstimos emergiram como as mais importantes.
O surgimento das redes L2 do Ethereum reduziu drasticamente os custos de transação, melhorando a escalabilidade das aplicações blockchain. No entanto, Solana, Base e Ethereum continuam sendo as plataformas mais atraentes para desenvolvedores.
O crescimento da infraestrutura blockchain e a redução nas taxas de transação abriram novas possibilidades, incluindo o aumento de aplicações sociais, jogos e NFTs.
Jogos on-chain, como Pirate Nation, estão pressionando os limites das redes rollup do Ethereum, refletindo o potencial para mais inovações à medida que a tecnologia blockchain continua evoluindo.
Cripto e IA Convergem com Eleições nos EUA à Vista
As criptomoedas também entraram na esfera política, especialmente à medida que se aproxima a eleição de 2024 nos EUA.
Estados como Pensilvânia e Wisconsin registraram picos de interesse em pesquisas sobre cripto, indicando um possível papel do blockchain no cenário eleitoral.
A listagem de produtos negociados em bolsa (ETPs) de Bitcoin e Ethereum ampliou o acesso a cripto para investidores, com esses produtos detendo US$ 65 bilhões em ativos onchain.
Enquanto isso, a convergência entre cripto e inteligência artificial (IA) está em crescimento, com mais de 34% dos projetos cripto agora incorporando tecnologias de IA.
À medida que o custo de treinar modelos de IA dispara, as redes descentralizadas oferecem uma alternativa promissora à concentração de poder em grandes empresas de tecnologia.
Com a melhoria da infraestrutura e a expansão das aplicações cripto, a indústria está pronta para um crescimento ainda maior, tanto globalmente quanto dentro do cenário regulatório dos EUA, tornando-se um tema crítico nas discussões políticas nos próximos anos, aponta o relatório.


