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Mineradoras de Bitcoin que investem em IA superam concorrentes

Mineradoras de Bitcoin que diversificaram para a inteligência artificial apresentam ganhos superiores às que seguem focadas na criptomoeda.

Mineração de Bitcoin. Imagem ilustrativa.

Mineradores de Bitcoin (BTC) estão adotando estratégias distintas para garantir a viabilidade de seus negócios, após a quarta redução pela metade das recompensas por bloco minerado.

O halving, que ocorre a cada quatro anos, reduz em 50% a recompensa por bloco minerado, impactando diretamente a lucratividade das empresas que dependem dessa atividade.

Desde o evento, que ocorreu em abril de 2024, cada vez mais mineradoras estão migrando para o setor de Inteligência Artificial (IA).

Por um lado, empresas de mineração de capital aberto, como MARA Holdings, Riot Platforms e CleanSpark, estão optando por manter os Bitcoins que mineram, apostando na valorização futura da criptomoeda.

Esta estratégia, conhecida como hodl, visa preservar os ativos enquanto aguardam um aumento de preço.

Por outro lado, um número crescente de mineradoras está investindo em infraestrutura de data centers voltada para aplicações de IA. Setor que tem atraído cada vez mais atenção e capital.

O halving é uma medida essencial para manter o limite máximo de 21 milhões de bitcoins em circulação, controlando a oferta e evitando a inflação da criptomoeda.

No entanto, com a redução das recompensas, a pressão sobre as margens de lucro dos mineradores aumentou significativamente.

De acordo com Wolfie Zhao, analista da TheMinerMag, a manutenção de bitcoins minerados é uma estratégia que permite aos mineradores evitar a venda com prejuízo, enquanto aguardam um ciclo de alta no mercado. Isso dá aos mineradores a oportunidade de se posicionar para ganhos futuros, caso o preço do bitcoin suba, como esperado por muitos investidores.

Foco em IA supera concorrentes

Apesar da recuperação de mais de 60% do preço do bitcoin este ano, as ações das empresas que adotaram a estratégia de hodl não acompanharam o mesmo ritmo de valorização.

As ações da MARA e da Riot caíram 20% e 36%, respectivamente, desde o início do ano. Em contrapartida, mineradoras que estão expandindo sua atuação para o setor de inteligência artificial, como Core Scientific e TeraWulf, tiveram ganhos expressivos.

A Core Scientific, por exemplo, viu suas ações quadruplicarem de valor após anunciar contratos multibilionários com a startup de IA CoreWeave.

Enquanto isso, a TeraWulf, focada no desenvolvimento de data centers para IA, mais que dobrou seu valor de mercado.

Outras mineradoras de bitcoin, como Iris Energy e Bit Digital, que também estão investindo em IA, estão superando o desempenho de seus concorrentes que continuam a manter os bitcoins minerados.

No entanto, a sustentabilidade dessas novas estratégias ainda é incerta, especialmente com sinais de desaceleração no setor de IA.

Além disso, o investimento em data centers para IA exige um grande capital, levantando dúvidas sobre a capacidade das mineradoras de bitcoin de se manterem competitivas nesse novo cenário.

Por outro lado, os mineradores que continuam focados na mineração de bitcoin estão cada vez mais experientes em cronometrar os ciclos do mercado de criptomoedas, após os desafios dos últimos anos.

Com informações de Bloomberg.

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