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Selic a 15% e juros recordes empurram brasileiros para o crédito cripto

Com a Selic a 15% ao ano, os empréstimos em criptomoedas crescem no Brasil. Saiba como investidores usam Bitcoin e Ethereum para obter crédito sem vender ativos.

Gráfico de alta da taxa Selic ao lado de moedas de Bitcoin e Ethereum representando empréstimos em criptomoedas no Brasil

A seguir: 

  1. A taxa Selic chegou a 15% ao ano, o nível mais restritivo em duas décadas, elevando o crédito pessoal a 8,55% ao mês e os juros do cartão de crédito a 451,3% ao ano, os maiores em décadas no Brasil.
  2. Os empréstimos em criptomoedas crescem como alternativa ao crédito bancário: o Mercado Bitcoin expandiu sua operação em 400%, e 50% dos investidores brasileiros de cripto já consideram tomar empréstimos para ampliar exposição ao mercado.
  3. O crédito colateralizado por criptomoedas atingiu recorde global de US$ 73,59 bilhões no terceiro trimestre de 2025, segundo a Galaxy Research, consolidando a modalidade como instrumento financeiro relevante no cenário internacional.

Com a taxa Selic fixada em 15% ao ano, o crédito bancário convencional atingiu patamares históricos de custo para o consumidor brasileiro.

Diante desse cenário, os empréstimos em criptomoedas surgem como uma alternativa concreta para milhões de investidores que buscam liquidez sem abrir mão dos seus ativos digitais.

A combinação entre juros recordes e um mercado cripto maduro cria, portanto, uma janela de oportunidade que poucos setores do sistema financeiro conseguem oferecer.

Taxa Selic a 15% empurra brasileiros para empréstimos em criptomoedas

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve, no início de março, a taxa básica de juros em 15% ao ano, o nível mais restritivo registrado nos últimos 20 anos.

O impacto dessa decisão se espalha diretamente pelo bolso do brasileiro: o crédito pessoal chegou a 8,55% ao mês, o maior patamar em três décadas, conforme dados divulgados em dezembro pelo Procon de São Paulo.

Além disso, os juros do cartão de crédito para pessoas físicas avançaram 5,3%, alcançando a marca de 451,3% ao ano, segundo o Banco Central.

Esse aperto monetário, contudo, abre espaço para soluções alternativas. As plataformas de empréstimos em criptomoedas ganham terreno justamente quando o sistema bancário tradicional cobra mais caro, oferecendo uma saída viável para quem já possui ativos digitais e precisa de capital sem ter que vendê-los.

Mercado cripto brasileiro atrai investidores que buscam crédito colateralizado

O Brasil conta atualmente com mais de 25 milhões de investidores em ativos digitais, de acordo com levantamento do Datafolha.

Esse contingente expressivo representa um mercado fértil para o crescimento do crédito com garantia em criptomoedas.

Um levantamento recente realizado pelo Mercado Bitcoin (MB) revelou que 50% dos investidores brasileiros de criptomoedas enxergam a tomada de empréstimo como estratégia para ampliar a exposição ao mercado, mesmo diante das oscilações no valor do Bitcoin.

A exchange, inclusive, expandiu sua operação de crédito em 400%, atraindo perfis variados de clientes: desde quem busca liquidez para objetivos pessoais até investidores que utilizam os recursos para alavancagem.

A operação permite que os clientes obtenham liquidez sem precisar vender seus ativos, mantendo a exposição ao potencial de valorização das criptomoedas“, explicou Guilherme Pimentel, diretor de Produtos do MB.

Empréstimos em criptomoedas atingem recorde global com Bitcoin e Ethereum como garantia

A tendência não se limita ao Brasil. Conforme dados da Galaxy Research, o crédito colateralizado por criptomoedas atingiu um recorde global de US$ 73,59 bilhões no terceiro trimestre de 2025, superando o pico anterior de US$ 69,37 bilhões registrado em 2021.

O crescimento contínuo do setor demonstra, portanto, que a modalidade consolida sua relevância no mercado financeiro internacional.

No Mercado Bitcoin, as operações de empréstimos em criptomoedas funcionam com Bitcoin e Ethereum como garantia.

Pimentel também sinalizou que a expansão para outros ativos, incluindo stablecoins vinculadas a moedas fiduciárias, está nos planos da empresa para os próximos meses.

A diversificação das garantias aceitas tende a tornar o produto ainda mais acessível a diferentes perfis de investidor.

Alta dos juros transforma criptoativos em instrumento de crédito estratégico

O cenário atual coloca os empréstimos em criptomoedas em posição de destaque dentro do ecossistema financeiro brasileiro. Por um lado, a Selic elevada encarece o acesso ao crédito convencional.

Por outro, quem possui ativos digitais dispõe de uma alternativa para acessar capital com custos potencialmente menores e sem a necessidade de desfazer posições.

Assim, a intersecção entre o ambiente macroeconômico restritivo e o crescimento expressivo da base de investidores em criptomoedas no país forma uma combinação que, na prática, acelera a adoção de produtos financeiros descentralizados no Brasil.

O movimento indica que o mercado cripto deixa de ser apenas um espaço de especulação para se consolidar como infraestrutura financeira real para milhões de brasileiros.

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escrito por

Crypto.com e TechCripto.

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