Vitalik Buterin, cofundador da segunda maior criptomoeda do mundo, propôs uma reformulação profunda na arquitetura da blockchain Ethereum (ETH). O objetivo? Torná-la mais simples, segura e eficiente.
A proposta, publicada na sexta-feira (3) em seu blog pessoal, visa transformar a Ethereum em uma rede tão simples quanto o Bitcoin (BTC) nos próximos cinco anos.
Segundo Buterin, a complexidade atual da Ethereum — apesar de avanços como a prova de participação (PoS) e os zk-SNARKs — tem gerado custos elevados, ciclos de desenvolvimento lentos e maiores riscos de falhas.
No entanto, inspirado pelo design minimalista do Bitcoin, o cofundador da Ethereum sugere um redesenho da camada 1 (L1), com foco em três pilares: consenso, execução e compartilhamento.
Ethereum perde espaço para blockchains concorrentes
A proposta de simplificação surge em um momento estratégico. Dados recentes indicam que a dominância da Ethereum entre as blockchains de camada 1 está em queda. Durante o evento LONGITUDE, o CEO da Nansen, Alex Svanevik, reconheceu que a liderança da Ethereum está sendo desafiada por redes mais ágeis e eficientes.
Com essa proposta, Vitalik Buterin reforça a necessidade de evolução estrutural da Ethereum para manter sua relevância no ecossistema cripto global.
Finalidade de 3 slots pode revolucionar o consenso da Ethereum
Uma das principais propostas é o modelo de “finalidade de 3 slots”, que visa simplificar o processo de consenso eliminando estruturas complexas como épocas e comitês.
Essa mudança pode tornar a escolha de forks mais segura e direta, beneficiando tanto desenvolvedores quanto validadores.
Ethereum pode adotar máquina virtual compatível com ZK
Na camada de execução, Buterin sugere a substituição da Máquina Virtual Ethereum (EVM) por uma arquitetura mais simples e otimizada para provas de conhecimento zero (ZK), como a RISC-V. Essa mudança pode acelerar as provas em até 100 vezes, além de facilitar a descentralização da rede.
As chaves para a escalabilidade da Ethereum
Buterin também propõe a padronização de elementos técnicos essenciais do protocolo, como codificação de apagamento e formatos de serialização (priorizando o SSZ). A proposta é eliminar redundâncias e tornar o ecossistema mais coeso e escalável.
Para manter a compatibilidade com contratos legados, o plano inclui a execução on-chain de contratos EVM através de interpretadores RISC-V durante um período de transição.




