Em recente publicação da Ethereum Research, o fundador da segunda maior criptomoeda do mercado, Vitalik Buterin, explorou a hipótese de uma “emergência quântica”.
A computação quântica tem sido uma preocupação constante para a indústria de criptomoedas nos últimos anos, pois ameaça a criptografia blockchain.
“Suponhamos que seja anunciado amanhã que computadores quânticos estão disponíveis e que os malfeitores já têm acesso a eles e são capazes de usá-los para roubar os fundos dos usuários”.
Como o Ethereum enfrentaria um ataque de computação quântica?
Buterin acredita que a rede Ethereum está “bem posicionada” para oferecer uma defesa forte contra um potencial ataque de computação quântica atualmente.
Para lidar com o problema, o programador propôs uma solução simples envolvendo um hard fork da blockchain e novos tipos de transação. Segundo ele “usuários teriam que baixar um novo software de carteira, mas poucos perderiam seus fundos”.
Segundo Buterin, o grande desafio é que computadores quânticos podem reverter a criptografia de curva elíptica. No entanto, afirma que funções hash como o keccak do Ethereum permanecem seguras.
Para lidar com este problema, o fundador da Ethereum destaca que os desenvolvedores planejam implementar medidas de proteção no protocolo RIP-7560, como um novo tipo de transação com assinaturas Winternitz e STARKs, para fazer a transição das carteiras existentes para novos códigos de validação.
Baseado na abstração de contas ERC-4337, uma tecnologia central de carteiras de contratos inteligentes, este código visa evitar a exposição de chaves privadas durante as transações, tornando essas contas resistentes a ataques quânticos.
Além disso, Buterin garantiu aos usuários que aqueles que nunca aprovaram uma transação de uma carteira Ethereum já estão protegidos contra possíveis explorações quânticas. Isso porque apenas o endereço da carteira está disponível publicamente.
Por fim, o programador destacou que a infraestrutura necessária para implementar o hard fork poderia começar a ser desenvolvida imediatamente.
Contudo, especialistas de gigantes como Google e IBM estimam que as capacidades desta tecnologia não estarão disponíveis até 2029.


