A corretora de criptomoedas Bitget revelou, nesta semana, sua estratégia para expansão no mercado brasileiro em 2025.
Guilherme Prado, primeiro country manager da corretora para o Brasil, compartilhou com a EXAME os planos e perspectivas de exchange.
Recém contratado e com ampla experiência no setor cripto, Prado liderou a expansão global da Bybit entre 2023 e 2024. Agora, assume a responsabilidade de coordenar a operação da Bitget no Brasil.
“Fiquei muito positivamente surpreendido ao encontrar um time estruturado e com fundamentos sólidos. Agora buscamos crescimento. Minha chegada reflete essa profissionalização local da exchange”, destacou.
Estratégia de expansão da Bitget no Brasil
Segundo Prado, o Brasil representa uma oportunidade única para qualquer corretora de criptomoedas devido à abertura da população para criptoativos e à posição de destaque entre economias emergentes.
“Os Estados Unidos possuem peculiaridades e, atualmente, apenas a Coinbase opera entre as grandes corretoras. Na Europa, a regulamentação avança rapidamente, com players buscando licenças. Já entre os países emergentes, o Brasil se destaca, pois não possui restrições específicas”, explicou.
Diante desse cenário, a Bitget decidiu intensificar sua atuação no país.
Prado lembra que sua entrada na Bitget ocorre em um momento distinto do que viveu na Bybit. Naquele período, a meta era superar a FTX e rivalizar com a Binance. Agora, o foco está em fortalecer a marca da Bitget no Brasil.
Ao falar sobre o objetivo principal da corretora em território nacional, Prado declara:
“No final do dia, somos uma plataforma para traders. Alguns usuários iniciam investindo em cripto conosco, e queremos ser competitivos nesse segmento, mas nosso objetivo principal é atrair traders experientes.”
De acordo com o country manager, “muitos começam em outras exchanges, mas, conforme evoluem, buscam ferramentas mais avançadas“.
A Bitget é reconhecida internacionalmente por sua forte atuação no mercado de derivativos de criptomoedas. No Brasil, no entanto, esse tipo de produto ainda não é autorizado.
“Desde que entrei no setor, ouço sobre a regulamentação dos derivativos no Brasil. Houve avanços, mas nada foi definido. Estamos atentos às movimentações e acompanhamos de perto com advogados e parceiros para entender o momento certo de atuar nessa área”, afirmou Prado.
Ele ressalta que, no momento, a estratégia da Bitget é monitorar as regulações do Banco Central e estar preparada para iniciar o processo de obtenção de licença assim que for possível.
Desafios e Tendências do Mercado de Criptomoedas
Prado acredita que a Bitget está bem posicionada para enfrentar os desafios do mercado cripto. Em relação à segurança das exchanges após o ataque hacker à Bybit – o maior da história do setor, com perdas de US$ 1,5 bilhão -, Prado ressaltou que o episódio demonstra a resiliência do mercado. Ele comparou o caso com a falência da FTX, destacando que as grandes exchanges se prepararam melhor desde então.
“A crise da FTX foi um aprendizado. Agora, o setor está mais preparado e sabe como reagir. O grande desafio é como as exchanges irão lidar com grupos especializados em ataques sofisticados. Estamos vivendo um momento de união no mercado, com empréstimos e apoio mútuo entre as empresas”, concluiu.


