O empresário Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como Faraó dos Bitcoins, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a 19 anos e 2 meses de prisão.
A sentença inclui os crimes de organização criminosa e corrupção ativa, além de envolvimento em planos de assassinato contra concorrentes.
A decisão foi tomada pela 1ª Vara Especializada em Organizações Criminosas, com base em provas reunidas na Operação Novo Egito. Dessa forma, o caso marca um dos episódios mais emblemáticos de crimes ligados ao mercado de criptomoedas no Brasil.
Operação Novo Egito e os bastidores da condenação
A investigação que levou à condenação de Glaidson teve início em dezembro de 2022. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio.
Assim sendo, o processo revelou uma rede complexa de crimes envolvendo a GAS Consultoria, empresa que prometia lucros mensais de até 10% com investimentos em criptomoedas.
Suborno e manipulação de operações policiais
Segundo os autos, Glaidson pagou R$ 150 mil em propina a policiais civis da Delegacia de Defraudações.
O objetivo era deflagrar uma operação falsa contra uma empresa concorrente, manchando sua reputação. Inclusive, a delegada Daniela Pinto foi alvo de mandado de busca e apreensão por envolvimento direto no esquema.
Formação de grupo armado e ameaças
Além disso, a sentença aponta que Glaidson estruturou um grupo armado para intimidar e eliminar desafetos.
Dessa forma, a organização criminosa não se limitava a fraudes financeiras, mas também atuava com violência e coerção.
Sendo assim, o juiz Nilson Lacerda destacou que o réu era “narrador e protagonista de seus próprios crimes”.
Impacto financeiro e estrutura da pirâmide
A GAS Consultoria movimentou cerca de R$ 38 bilhões entre 2015 e 2021. Em resumo, o esquema funcionava como uma pirâmide financeira, atraindo investidores com promessas irreais de retorno.
- A empresa oferecia 10% de lucro ao mês.
- Centenas de pessoas foram lesadas.
- A esposa de Glaidson, Mirelis Diaz Zerpa, também foi presa nos EUA.
- Três empresas estavam registradas em Cabo Frio, apelidada de “Novo Egito”.
Por fim, a magnitude do esquema chamou atenção internacional, com repercussões no mercado de criptomoedas e investigações em diversos países.
Repercussões jurídicas e próximos passos
A defesa de Glaidson afirmou que irá recorrer da decisão. Sendo assim, o empresário permanece preso no presídio de segurança máxima Bangu 1, no Complexo de Gericinó.
Igualmente, o braço-direito de Glaidson, Daniel Aleixo Guimarães, conhecido como Dany Boy, foi condenado a 16 anos e 4 meses pelos mesmos crimes.
Transferência para presídio federal
O juiz determinou que Glaidson seja transferido para uma unidade prisional federal fora do estado.
Dessa forma, busca-se garantir maior segurança e controle sobre o réu, que já havia sido transferido anteriormente da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.
Última atualização em 03/11/25 por TechCripto


