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Quem investe em cripto tem carteira duas vezes mais diversificada que os demais

Pesquisa MB com Opinion Box revela que investidores de cripto mantêm 5,2 produtos financeiros na carteira, contra 2,4 de quem não investe em ativos digitais.

Quem investe em cripto tem carteira duas vezes mais diversificada que os demais

Quem investe em criptomoedas mantém, em média, 5,2 produtos financeiros na carteira. Quem não investe mantém 2,4. A diferença é de exatamente o dobro, e não parece ser coincidência.

A seguir:

  • Por que investidores de cripto diversificam mais e como se informam de forma diferente
  • O que a pesquisa revela sobre as barreiras para quem ainda não investe em ativos digitais
  • O comportamento de quem calcula quanto deixou de ganhar por não ter investido antes

É o que mostra o levantamento Panorama do Investidor Brasileiro: ativos digitais e o futuro dos investimentos, realizado pelo MB | Mercado Bitcoin em parceria com a Opinion Box com 1.009 investidores brasileiros.

Quem investe em cripto tem carteira duas vezes mais diversificada que os demais

Mais produtos, mais canais de informação

A diferença na diversificação da carteira está diretamente ligada à forma como cada grupo se informa. Investidores em criptomoedas recorrem com mais frequência a podcasts, blogs especializados, portais de notícias e conteúdos digitais para tomar decisões financeiras. Quem não investe em ativos digitais depende principalmente de gerentes de banco, amigos e familiares.

“O mercado financeiro oferece hoje uma quantidade enorme de informação de qualidade, muito mais acessível do que há alguns anos. Existem portais especializados, podcasts, newsletters e perfis de analistas que traduzem os movimentos da economia de forma bastante didática, inclusive para quem está começando a investir. Quanto mais informação o investidor busca, mais tende a compreender sobre diferentes classes de ativos e, consequentemente, sua capacidade de construir uma carteira diversificada”, afirma Giresse Contini, Diretor do MB.

O dado sugere uma correlação relevante: a busca ativa por informação está associada à diversificação do patrimônio e à disposição para conhecer novos produtos financeiros. O investidor de cripto não diversifica porque é mais rico, diversifica porque busca mais informação.

A barreira do conhecimento

A pesquisa aponta que a principal barreira para quem ainda não investe em criptoativos não é financeira. É informacional.

Entre os entrevistados que não possuem criptomoedas, 56% afirmam desconhecer o Bitcoin ou dizem apenas ter ouvido falar sobre ele. Apenas 2% afirmam ter conhecimento aprofundado sobre o assunto.

Essa percepção afeta diretamente a confiança para investir. Entre quem não possui criptomoedas, 77% acreditam ser necessário ter alto nível de conhecimento para investir em produtos considerados mais voláteis, e 42% admitem ter dificuldade para encontrar informações sobre investimentos de maior risco. Entre quem já investe em criptoativos, esse percentual cai para 27%.

“Muitas vezes, a barreira não é financeira, mas informacional. Quando o investidor entende como um produto funciona, seus riscos e seu papel dentro de uma carteira diversificada, ele consegue tomar decisões muito mais conscientes e equilibrar melhor a estratégia em busca de maior rentabilidade”, diz Contini.

Diversificação como princípio, não como especialidade cripto

O executivo contextualiza a diversificação num debate mais amplo do mercado financeiro.

“A diversificação não significa investir em tudo, mas distribuir o patrimônio entre diferentes classes de ativos para reduzir riscos e aproveitar oportunidades distintas.

A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, recomenda pelo menos entre 1% e 2% da carteira em Bitcoin. Esse é um princípio amplamente recomendado no mercado financeiro e vale para qualquer estratégia de longo prazo.”

A recomendação da BlackRock não está isolada. Uma pesquisa da Coinbase com a EY-Parthenon revelou que 73% dos investidores institucionais planejam aumentar alocações em ativos digitais até o fim de 2026.

O movimento institucional e o comportamento do investidor de varejo identificado pela pesquisa do MB apontam na mesma direção: cripto deixou de ser uma aposta isolada e passou a ser uma das peças de uma carteira diversificada.

O perfil que calcula o que deixou de ganhar

A pesquisa revela ainda um traço comportamental relevante. Quase metade (48%) dos investidores em criptomoedas afirma já ter calculado quanto deixou de ganhar por não ter investido antes em determinado produto financeiro. Entre aqueles que não possuem criptoativos, esse percentual cai para 35%.

O dado caracteriza um perfil de investidor mais atento aos movimentos do mercado, habituado a acompanhar diferentes alternativas e menos passivo às sugestões do gerente de banco. É o mesmo perfil que busca mais fontes de informação e mantém carteiras mais diversificadas.

A combinação desses fatores, maior busca por informação, maior diversificação e postura mais ativa nas decisões, sugere que a exposição a criptoativos não é apenas um produto financeiro adicionado à carteira. É um sinal de um perfil de investidor diferente, mais autônomo e mais diversificado em todas as suas escolhas.

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