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Google alerta sobre golpes de criptomoedas no Brasil

Brasil registra mais golpes de criptomoedas em celulares, segundo Google. Fraudes usam prêmios e investimentos falsos.

Relatório sobre golpes de criptomoedas em celulares no Brasil


O Brasil lidera casos de golpes de criptomoedas em celulares, segundo levantamento do Google. A fraude avança com uso de mensagens com prêmios e investimentos falsos, revelando um cenário de alerta no país.

A seguir:

  • Brasil lidera casos de golpes de criptomoedas via celular segundo relatório do Google
  • Ataques usam mensagens falsas de prêmios e investimentos com Bitcoin
  • Perdas globais em fraudes por mensagem de texto ultrapassam US$ 400 bilhões em 12 meses

Brasil lidera ranking global de golpes de criptomoedas em celulares

O Google divulgou, em 30 de outubro, um levantamento atualizado que revela um cenário preocupante: o Brasil se tornou o país com maior incidência de golpes de criptomoedas em celulares.

O levantamento analisou dados do Android em diversos mercados e apontou que os brasileiros seguem sendo alvo frequente de mensagens fraudulentas relacionadas a prêmios falsos, brindes e investimentos com ativos digitais.

Segundo o relatório, essas táticas usam mensagens simples, mas atraentes, que prometem ganhos imediatos. Criminosos exploram o interesse crescente em Bitcoin e outros criptoativos para criar ofertas tentadoras. O estudo ainda destaca que usuários do sistema Android se sentem mais protegidos do que donos de iPhones, já que relatam receber menos mensagens suspeitas.

Golpes de criptomoedas lideram entre fraudes móveis no Brasil

No Brasil, o golpe mais recorrente continua sendo o da promessa de prêmios e brindes. Esse tipo de fraude circula principalmente por SMS, WhatsApp e redes sociais. Logo depois, surgem os golpes de criptomoedas, que aproveitam a popularização de Bitcoin, Ethereum e outros ativos digitais para atrair vítimas.

O Google chamou atenção para campanhas de falsos investimentos que usam nomes de pessoas conhecidas ou empresas fictícias para parecer legítimas. Golpistas criam sites improvisados, perfis falsos e grupos de conversa para conquistar a confiança das vítimas. Ainda assim, o padrão se repete: promessa de retorno rápido e garantido.

Além disso, o estudo aponta que o terceiro tipo de fraude mais comum envolve falsificação financeira, quando criminosos montam documentos, e-mails e apresentações falsas para simular credibilidade.

Golpes de criptomoedas se destacam no Brasil e na Austrália

Embora o relatório aborde vários países, apenas Brasil e Austrália aparecem com forte recorrência de golpes de criptomoedas em celulares. No caso brasileiro, esse tipo de fraude ocupa a segunda posição no ranking nacional. Já na Austrália, aparece como a terceira categoria mais frequente.

Curiosamente, os dois países também registram alta presença de fraudes envolvendo prêmios e brindes. Esse padrão indica que criminosos continuam usando abordagens simples para atingir usuários em larga escala.

O estudo ainda organizou dados por regiões como Canadá, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos. Nessas áreas, os tipos de golpes mais comuns variam, mas seguem a mesma dinâmica: mensagens convincentes e pressão para agir rapidamente.

Perdas com golpes ultrapassam US$ 400 bilhões

Os números impressionam. O Google calculou que criminosos roubaram mais de US$ 400 bilhões nos últimos 12 meses utilizando apenas mensagens de texto. Além disso, criminosos agora recorrem a ferramentas avançadas de IA para criar textos mais convincentes.

O Google afirma que fraudadores desenvolveram métodos que permitem personalizar mensagens e simular linguagem humana, aumentando a taxa de sucesso. Dessa forma, as vítimas dificilmente identificam o perigo.

Mesmo com esse cenário, usuários do Android afirmam que se sentem mais seguros e recebem menos golpes do que donos de dispositivos iOS. A pesquisa questionou 5 mil usuários no Brasil, Índia e Estados Unidos, buscando entender o comportamento do público e o volume de tentativas de fraude.

Golpes de criptomoedas exigem atenção contínua

O relatório do Google destaca que o público brasileiro deve redobrar a atenção. A popularização de Bitcoin e outras moedas digitais se tornou uma porta de entrada para criminosos, que aproveitam o desconhecimento de muitas pessoas sobre o mercado cripto. Além disso, golpistas se adaptam rapidamente a novas tecnologias, criando abordagens cada vez mais difíceis de identificar.

Os golpes de criptomoedas costumam usar discursos sobre lucratividade imediata, vagas limitadas e supostos especialistas. Portanto, usuários precisam checar a veracidade de mensagens, evitar clicar em links suspeitos e desconfiar de ganhos muito acima do normal.

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