O WhatsApp excluiu 6,8 milhões de contas associadas a golpes no primeiro semestre de 2025. A ação foi anunciada pela Meta, empresa controladora do aplicativo, como parte de um esforço global para combater fraudes digitais cada vez mais sofisticadas.
Os perfis estavam ligados a redes criminosas que operam no Sudeste Asiático, com uso de trabalho forçado e esquemas de pirâmide.
Golpes envolvem criptomoedas, grupos falsos e uso de IA no WhatsApp
Segundo a Meta, os criminosos sequestravam contas, adicionavam usuários a grupos suspeitos e promoviam investimentos falsos. Além disso, muitos golpes usavam inteligência artificial para criar mensagens convincentes.
Dessa forma, a empresa atuou em parceria com a OpenAI para desmantelar um esquema que usava o ChatGPT para enganar vítimas com promessas de lucro por curtidas em redes sociais.
Inclusive, novos recursos foram lançados para alertar usuários ao serem adicionados por desconhecidos. Em resumo, a Meta reforça que a verificação em duas etapas é essencial para evitar fraudes.
Tipos de golpes mais comuns identificados
- Investimentos falsos em criptomoedas.
- Esquemas de pirâmide financeira.
- Falsas ofertas de trabalho remoto com retorno financeiro rápido.
- Golpes com falsas notificações de débito de transportadoras.
- Convites para plataformas de jogos fraudulentos, como o “Tigrinho”.
Reforço na segurança e alerta aos usuários do WhatsApp
A maioria das contas foi removida antes de entrar em operação. Sendo assim, especialistas recomendam atenção a mensagens suspeitas, promessas de dinheiro fácil e convites para grupos desconhecidos. Por fim, a Meta afirma que continuará investindo em tecnologia para proteger os usuários.
Fabio Assolini, da Kaspersky, alerta que os golpes evoluíram com IA e que muitos usam dados vazados para personalizar mensagens
O WhatsApp intensificou suas medidas de segurança em resposta ao crescimento dos golpes digitais. Assim sendo, a plataforma lançou o “Resumo de Segurança”, que aparece quando o usuário é adicionado a um grupo por alguém fora da sua lista de contatos. O recurso mostra quem adicionou, quando o grupo foi criado e quantos membros estão presentes. Dessa forma, o usuário pode sair imediatamente, sem abrir a conversa.
Além disso, o aplicativo passou a silenciar notificações até que o usuário decida permanecer no grupo. Inclusive, há orientações sobre como evitar fraudes e controlar quem pode convidá-lo para grupos.
Privacidade Avançada de Chats
Outro recurso lançado é a “Privacidade Avançada de Chats”, que impede que mensagens sejam exportadas ou usadas por ferramentas de inteligência artificial. Sendo assim, o conteúdo compartilhado permanece restrito ao grupo ou conversa individual, dificultando vazamentos e manipulações externas.
Visualização de segurança
A Meta também implementou uma pré-visualização de grupos e contatos desconhecidos. Dessa forma, o usuário recebe alertas antes mesmo de abrir a conversa, com dados como data de criação da conta e número de participantes. Em resumo, a ideia é reduzir os riscos logo no primeiro contato.
Principais recursos de proteção disponíveis
Essas atualizações se somam a outras ferramentas já disponíveis no WhatsApp, que igualmente ajudam a manter a segurança digital:
- Verificação em duas etapas: adiciona um PIN extra ao registrar o número em outro dispositivo.
- Mensagens temporárias: apagam automaticamente após 24h, 7 dias ou 90 dias.
- Controle de privacidade: permite escolher quem vê sua foto, status e última visualização.
- Bloqueio de contatos: impede novas tentativas de comunicação por golpistas.
- Proteção por biometria: acesso às conversas pode ser restrito por senha, impressão digital ou reconhecimento facial.
Por fim, a Meta reforça que qualquer promessa de retorno financeiro que exija pagamento antecipado deve ser encarada como sinal de alerta. Dessa forma, o usuário evita prejuízos e mantém sua segurança digital.


