Nos últimos anos o PIX se consolidou como o meio de pagamento mais popular do Brasil, sendo utilizado por 81% dos brasileiros em transferências bancárias. O dado faz parte do Data Report PIX 2025, um estudo realizado pela Data Rudder em parceria com a Opinion Box, que traçou um panorama de comportamento diante do sistema de pagamentos instantâneos.
Apesar de sua praticidade e rapidez, a pesquisa revelou um lado preocupante. Cerca de um em cada cinco usuários do PIX já foi vítima de algum tipo de golpe. A expansão do sistema também ampliou o campo de atuação de criminosos, que buscam explorar brechas tecnológicas e comportamentais para aplicar fraudes.
Cresce o medo de golpes no PIX entre os brasileiros
Segundo o levantamento, 93% dos entrevistados afirmam ter medo de sofrer com golpes, sendo que o roubo de celular aparece como o principal motivo de preocupação, mencionado por 72% dos participantes. Logo depois, surgem as apreensões com clonagem de cartões, invasão de contas de WhatsApp e roubo de dados via malware.
A CEO da Data Rudder, Rafaela Helbing, explica que o celular se tornou o elo mais sensível entre o usuário e o sistema financeiro.
“O celular virou o elo entre o usuário e o sistema financeiro. Proteger o dispositivo passou a ser tão importante quanto proteger a transação em si”, afirma a especialista.

Panorama nacional do uso do PIX e da segurança digital
A pesquisa da Data Rudder foi realizada com 1.039 pessoas em todas as regiões do país. O estudo possui margem de erro de três pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, reforçando a relevância dos resultados.
O objetivo do levantamento é aprofundar o entendimento sobre o comportamento dos usuários do PIX, seus níveis de confiança no sistema e as estratégias adotadas para proteger suas finanças digitais. Além disso, o estudo destaca o papel das instituições financeiras na prevenção e no suporte em casos de fraudes.
De acordo com os dados, o público reconhece a importância da tecnologia, mas cobra maior segurança no uso do PIX. Para muitos, a sensação de vulnerabilidade aumenta conforme novas modalidades de golpes surgem, que vão desde falsos boletos até transferências forçadas sob ameaça.
Regras do Banco Central reforçam combate às fraudes no PIX
A discussão sobre golpes no PIX também se conecta à Resolução Conjunta nº 6, publicada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O documento define regras claras de responsabilidade e procedimentos padronizados para prevenir, detectar e combater fraudes no sistema financeiro.
Entre os pontos principais estão as normas sobre ressarcimento de valores, compartilhamento de informações entre instituições e o uso de tecnologias de rastreamento para operações suspeitas. Essas medidas têm o objetivo de reduzir as brechas usadas por criminosos e aumentar a confiança dos consumidores no PIX.
Tecnologia antifraude já evitou R$ 13 bilhões em perdas
Somente entre janeiro e julho de 2025, as soluções tecnológicas da Data Rudder conseguiram evitar mais de R$ 13 bilhões em fraudes dentro do ecossistema PIX. A empresa atua em parceria com bancos, fintechs, reguladores e plataformas de Banking as a Service (BaaS), oferecendo sistemas de detecção em tempo real e ferramentas avançadas de gestão de risco.
Para Rafaela Helbing, o cenário exige constante inovação:
“O comportamento dos fraudadores está evoluindo rapidamente. Sem ferramentas que acompanhem essa mudança, o risco reputacional para instituições financeiras é alto”, conclui.
O crescimento do PIX mostra como o brasileiro abraçou a praticidade dos pagamentos instantâneos. No entanto, o aumento dos golpes reforça que a tecnologia precisa vir acompanhada de educação financeira e medidas de proteção.
Com mais atenção, informação e ferramentas de segurança, é possível continuar aproveitando os benefícios do PIX sem abrir espaço para fraudes.


