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Influenciador cripto é preso por suposta fraude de US$ 300 mi

Autoridades detêm influenciador cripto espanhol por esquema milionário envolvendo 3.000 vítimas.

Influenciador cripto espanhol detido por fraude financeira.

O influenciador cripto espanhol Álvaro Romillo, também conhecido como CryptoSpain, foi preso, sem direito a fiança, após ser acusado de suposta fraude de US$ 300 milhões ligada ao Madeira Invest Club (MIC), que foi qualificado por operar um esquema Ponzi com milhares de vítimas.

A seguir:

  • Influenciador cripto espanhol é preso sem direito a fiança e possível pena de até 18 anos.
  • Autoridades atribuem esquema Ponzi ligado ao Madeira Invest Club.
  • Caso envolve doação de €100.000 a político.

Álvaro Romillo, influenciador cripto, conhecido como CryptoSpain, entrou no centro das atenções ao ser detido por suposto envolvimento em esquema de fraude associado ao grupo Madeira Invest Club (MIC). Promotores afirmam que foram mais de 3.000 investidores impactados e um valor de cerca de US$ 300 milhões movimentado mediante Romillo.

O juiz do Tribunal Nacional da Espanha, José Luis Calama, determinou a prisão de Romillo sem direito a fiança. A decisão veio após autoridades identificarem uma conta bancária em Cingapura ligada ao influenciador com um saldo de € 29 milhões, supostamente proveniente de empresas relacionadas ao MIC.

Suposto esquema Ponzi

A Unidade Operacional Central da Guarda Civil direcionou seus esforços ao MIC em 2024, quando surgiram as primeiras denúncias formais. Conforme os relatórios locais, o influenciador captava investidores com promessas de ganhos anuais em torno de 20%, o que é muito acima do mercado.

Já o MIC solicitava aportes a partir de € 2.000 por pessoa, oferecendo contratos relacionados à compra de suposta “arte digital” e participação em bens de luxo, incluindo iates, Ferraris e ouro. O grupo garantia recompra dos ativos e lucros fixos, uma estratégia que atraiu milhares de interessados.

Investigações avançam e revelam movimentações

A investigação ganhou força quando as autoridades descobriram movimentações de milhões de euros para o exterior. Esse fator aumentou as suspeitas quanto à intenção do influenciador cripto de deixar o país.

No decorrer do ano anterior, Romillo cooperou com a polícia, comparecendo a audiências e apresentando informações. Durante esse período, a Guarda Civil apreendeu dezenas de veículos de luxo ligados ao grupo.

Durante o depoimento, Romillo afirmou que pretendia reembolsar os investidores. Segundo ele, aproximadamente 2.700 pessoas já receberam parte do valor investido. No entanto, os pagamentos ocorreram em dinheiro, e ele declarou que não registrou essas movimentações, o que dificulta a comprovação.

A promotoria avalia que a fraude de grande escala pode resultar em condenações severas. Caso os crimes sejam classificados como de massa, Romillo pode enfrentar punições que variam entre 9 e 18 anos de prisão, conforme estimativas divulgadas pela emissora espanhola Cadena SER.

Ligação política envolvendo influenciador cripto

O caso ganhou maior repercussão após Romillo admitir em 2024 ter doado cerca de € 100.000 a campanha eleitoral de Luis “Alvise” Pérez, eurodeputado espanhol e líder do partido SALF. A doação ocorreu em dinheiro e não passou por registros formais.

Com isso, Pérez virou alvo de uma investigação paralela, embora o caso siga dentro do contexto maior envolvendo o MIC.

A detenção do influenciador repercutiu no mercado cripto, impulsionando discussões sobre regulação e proteção ao investidor. Além disso, o caso reforçou a importância de avaliar promessas de retornos garantidos e operações com pouca transparência.

Enquanto as investigações avançam, autoridades alertam investidores para redobrarem a atenção com projetos que prometem lucros fixos e recompra garantida.

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