A Interpol realizou uma das maiores operações internacionais contra crimes digitais, prendendo 1.209 pessoas envolvidas em esquemas fraudulentos com criptomoedas. A ação, batizada de Serengeti 2.0, foi coordenada entre 18 países africanos e o Reino Unido.
Como resultado, mais de US$ 97 milhões foram recuperados. Dessa forma, a operação se tornou um marco no combate global às fraudes financeiras digitais.
Milhares de vítimas começaram a receber apoio e ressarcimento. Assim sendo, a ofensiva reforça a importância da cooperação internacional para enfrentar o cibercrime.
Operação Serengeti 2.0: o cerco aos golpistas digitais
A ofensiva da Interpol teve como foco principal desmantelar redes de fraude que atuavam em diversos países, especialmente na África.
Inclusive, os criminosos usavam campanhas agressivas de marketing digital para atrair vítimas com promessas de lucros rápidos em investimentos com criptoativos.
Esquemas de investimento e mineração ilegal
Em Angola, foram desmantelados 25 centros de mineração de criptomoedas operados por 60 cidadãos chineses.
Logo após, autoridades apreenderam 45 estações de energia clandestinas avaliadas em mais de US$ 37 milhões. Por conta disso, o governo angolano anunciou que parte da infraestrutura será redirecionada para comunidades carentes.
Golpes em larga escala e prejuízos milionários
Na Zâmbia, um esquema de investimento online enganou cerca de 65 mil pessoas. Isso levou a perdas superiores a US$ 300 milhões. Devido a esse fator, o país intensificou suas políticas de fiscalização digital. Em resumo, os golpistas exploravam a falta de regulamentação e a vulnerabilidade dos usuários.
Impacto global e ações coordenadas
A operação Serengeti 2.0 não se limitou à África. Sendo assim, o Reino Unido também participou ativamente da investigação, fornecendo suporte técnico e inteligência cibernética. Como resultado, diversas redes de tráfico humano e fraudes românticas ligadas a investimentos em criptomoedas foram desarticuladas.
Principais resultados da operação
- 1.209 pessoas presas em 18 países
- US$ 97,4 milhões recuperados em ativos financeiros
- 88 mil vítimas identificadas
- 25 centros de mineração ilegal fechados
- 45 estações de energia clandestinas apreendidas
- Prejuízo de US$ 300 milhões causado por um único golpe na Zâmbia
Cooperação internacional como estratégia de combate
Dessa forma, destaca-se a relevância da atuação conjunta entre países. Em consequência, a Interpol reforçou seu papel como articuladora de ações transnacionais. Convém que governos invistam em tecnologia e capacitação para enfrentar crimes digitais cada vez mais sofisticados.
Dados adicionais e projeções futuras
Segundo a Interpol, o número de crimes envolvendo criptomoedas cresceu 80% nos últimos dois anos. Portanto, novas operações já estão sendo planejadas para os próximos meses. No entanto, especialistas alertam que a prevenção ainda é o melhor caminho. Assim como a repressão, a educação digital precisa ser prioridade.
O secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, afirma:
“A operação Serengeti 2.0 mostra que o crime digital não conhece fronteiras, e nossa resposta também não deve conhecer”.
Igualmente, analistas de segurança cibernética destacam que o uso de criptomoedas por criminosos exige regulamentações mais rígidas e cooperação entre plataformas.


