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Como Pix, Reforma Tributária e Drex moldam o próximo ciclo econômico

Saiba como meios de pagamento, Reforma Tributária e Drex impactam empresas e moldam a economia brasileira.

Meios de pagamento, reforma e Drex definem a próxima fase da economia

A seguir:

  1. Pix consolida modernização dos meios de pagamento.
  2. Reforma Tributária avança com dúvidas sobre alíquotas e centralização.
  3. Drex passa por revisão após desafios de privacidade e tecnologia.

Em 2025, o progresso dos métodos de pagamento, a execução da Reforma Tributária e a reestruturação do Drex tornaram-se tópicos centrais. De acordo com Felipe Franchi, CEO e fundador da Franchi, esses três componentes constituem um eixo fundamental para o ambiente de negócios. O tributarista monitora de perto os efeitos dessas alterações e indica como elas afetam a estrutura financeira das companhias brasileiras.

Meios de pagamento impulsionam inclusão e reduzem custos

A transformação dos meios de pagamento, com o Pix à frente, é o ponto de partida. Em pouco mais de cinco anos, o sistema passou de uma novidade para um papel estratégico na economia. Em 2024, o Pix superou a marca de 60 bilhões de transações, com um volume superior a R$ 26 trilhões. Em 2025, o volume ultrapassou o total do ano anterior antes do término do ano fiscal.

De acordo com as informações obtidas, houve uma reestruturação concreta no novo hábito financeiro do brasileiro. No ano de 2021, o cotidiano ainda girava em torno a valores em espécie e dinheiro no bolso. 

Em 2024, observa-se que o Pix foi o meio de pagamento mais utilizado, superou a quantia movimentada por meio dos meios de cartão tradicional e dinheiro no geral. Concomitantemente, a quantidade de saques diminuiu mais de 30%, corroborando no processo de bancarização, a formalização do terceiro setor. 

Segundo análises internas da Franchi, os meios de pagamento se tornaram uma ferramenta essencial para empresas com restrições bancárias. Antes, dificuldades tributárias criavam barreiras quase intransponíveis. Agora, a combinação entre fintechs e pagamentos instantâneos abre espaço para operações financeiras mais acessíveis e eficientes. O movimento beneficia pequenos empreendedores e reforça a competitividade no mercado.

Meios de pagamento avançam enquanto o sistema tributário enfrenta dificuldades

Apesar da evolução dos meios de pagamento, o sistema tributário brasileiro continua complexo. A Emenda Constitucional 132 de 2023 marcou o início da Reforma Tributária sobre o consumo, que cria o IVA dual composto pela CBS e pelo IBS. Esses tributos substituirão PIS, Cofins, ICMS e ISS, com implementação prevista para começar em 2026 e seguir até a próxima década.

A proposta visa à simplificação, mas o debate está repleto de contradições. Documentação técnica e discussões no Congresso indicam que a taxa de referência poderá ultrapassar os 26,5%, uma das mais altas entre países com sistemas semelhantes. 

Especialistas acreditam que essa projeção gera incerteza, especialmente porque os setores beneficiados com isenções tendem a recorrer à justiça para obter taxas iguais. O resultado será um aumento de litígios e maior incerteza para as empresas no planejamento de seus custos.

Além disso, a centralização da gestão tributária gera preocupação. A decisão de concentrar a definição de alíquotas e a distribuição de receitas em comitês nacionais reduz a autonomia de estados e municípios. Prefeituras, responsáveis por serviços diretos à população, podem enfrentar queda na previsibilidade de caixa.

Na avaliação de Felipe Franchi, a Reforma Tributária não oferece solução imediata. O período de transição deve trazer extensa produção de normas, resoluções e ajustes sucessivos. Por isso, ele considera que organizações com controle tributário e planejamento estruturado tendem a atravessar essa fase com mais segurança.

Drex perde força e expõe limites da moeda digital brasileira

Enquanto os meios de pagamento demonstram maturidade, o Drex passa por revisão profunda. O projeto de moeda digital do Banco Central surgiu para modernizar liquidações de ativos e operações de atacado. Os testes começaram em 2023, utilizando tecnologias de blockchain e arquitetura distribuída.

No entanto, entre 2024 e 2025, o projeto esbarrou em desafios de privacidade, escalabilidade e adequação tecnológica. O Banco Central analisou alternativas e indicou a necessidade de migrar parte da operação para modelos tradicionais de tokenização. Relatórios internos e declarações oficiais mostraram que a versão inicial não atendia aos requisitos de privacidade nem equilibrava controle e segurança.

Especialistas alertam que moedas digitais programáveis podem ampliar o poder estatal sobre as transações financeiras dos cidadãos. Em ambientes com instabilidade jurídica, esse risco cresce ainda mais. O recuo do Banco Central reflete esse alerta.

Brasil vive momento decisivo na interseção entre tecnologia e estrutura tributária

O cenário revela um país em transição. Os meios de pagamento continuam ampliando inclusão e eficiência. A Reforma Tributária avança, mas carrega incertezas. O Drex precisou recuar para preservar garantias e evitar riscos de controle excessivo.

Para o CEO Felipe Franchi, a combinação entre tecnologia, transparência regulatória e competitividade define o futuro da economia. A Franchi atua justamente nesse ponto, oferecendo soluções inteligentes que unem estrutura tributária, meios de pagamento e crédito. Para ele, as ferramentas já estão sobre a mesa, cabe ao país usá-las para fortalecer liberdade econômica e não restringi-la.

Última atualização em 22/12/25 por TechCripto

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