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Justiça investiga celulares de Milei em caso LIBRA

Justiça argentina investiga celulares de Milei e Karina no escândalo da criptomoeda LIBRA.

Milei investigado por celulares no caso LIBRA. imagem: IA

A Justiça Federal da Argentina determinou a análise dos celulares do presidente Javier Milei e de sua irmã Karina Milei, atual secretária-geral da Presidência, como parte das investigações sobre o escândalo envolvendo a criptomoeda LIBRA.

O caso, que ganhou repercussão internacional, envolve suspeitas de promoção indevida e possível conluio com os criadores da chamada “memecoin”, que causou prejuízos milionários a investidores.

O Ministério Público quer entender o grau de envolvimento do presidente com os responsáveis pelo ativo digital, especialmente após sua publicação de apoio à moeda em fevereiro de 2025.

Investigação sobre comunicações de Milei e aliados

A decisão do fiscal federal Eduardo Taiano marca um novo capítulo na apuração do caso LIBRA. Dessa forma, o foco agora se volta para os registros de mensagens e chamadas dos envolvidos.

Mensagens com criadores da LIBRA

O objetivo principal da perícia é identificar trocas de mensagens entre Javier Milei e os promotores da criptomoeda, como Hayden Davis, CEO da Kelsier Ventures, e outros nomes ligados ao lançamento do ativo.

Assim sendo, a investigação pretende verificar se houve coordenação prévia entre o presidente e os criadores da LIBRA antes da publicação que impulsionou o valor da moeda.

Dispositivos apreendidos e análise técnica

Os celulares foram apreendidos em março de 2025, cerca de vinte dias após o estouro do escândalo.

Sendo assim, a análise será conduzida pela Direção Geral de Investigações e Apoio Tecnológico à Investigação Penal. Inclusive, serão examinadas todas as conversas em aplicativos como WhatsApp, Telegram, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e mensagens de texto tradicionais.

Detalhes da investigação e nomes envolvidos

Além dos irmãos Milei, outros nomes aparecem na lista de investigados. A seguir, os principais pontos da apuração em curso.

  • Sergio Morales, ex-assessor da Comissão Nacional de Valores, também teve seu celular incluído na investigação.
  • Mauricio Novelli e Manuel Terrones Godoy, organizadores do Tech Forum, aparecem como intermediários entre Milei e os criadores da LIBRA.
  • Julian Peh (Peh Chyi Haur), CEO do Kip Protocol, e Bartosz Lipinski, CEO da Cube Exchange, estão entre os estrangeiros que se reuniram com Milei entre julho de 2024 e fevereiro de 2025.
  • Sebastián Serrano, CEO da Cardano, e Charles Hoskinson, também foram citados como possíveis envolvidos.

Dessa forma, o Ministério Público busca entender se houve acordos prévios, favorecimentos ou qualquer tipo de orientação política relacionada à criptomoeda.

Contradições e desdobramentos jurídicos

Apesar da investigação criminal em curso, o Gabinete Anticorrupção da Argentina já se manifestou sobre o caso. Em junho de 2025, o órgão concluiu que Javier Milei não violou as leis de ética pública ao promover a LIBRA.

Parecer do Gabinete Anticorrupção

Segundo o parecer oficial, Milei agiu em caráter pessoal ao publicar o apoio à LIBRA em sua conta na rede X.

Dessa forma, o ato não foi considerado como uma ação institucional ou política. Em resumo, o Gabinete entendeu que não houve uso de recursos públicos nem endosso oficial à criptomoeda.

Investigações internacionais e congelamento de ativos

Além disso, há uma investigação criminal em curso em um tribunal federal dos Estados Unidos. Sendo assim, duas carteiras digitais ligadas aos criadores da LIBRA foram congeladas, totalizando US$ 57,6 milhões em USDC.

Igualmente, ações coletivas foram movidas por investidores da Argentina, EUA e Reino Unido, buscando responsabilização judicial dos envolvidos.

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