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Argentina hackeada: criptomoedas falsas em canais oficiais

Hackers invadem canais do governo argentino e promovem criptomoedas falsas como oficiais. Investigações estão em curso.

Argentina hackeada: criptomoedas falsas em canais oficiais. imagem: IA

O governo da argentina foi alvo de dois ataques cibernéticos simultâneos que comprometeram canais oficiais e promoveram criptomoedas suspeitas.

O site do Ministério da Saúde e o perfil da Polícia Federal no X (antigo Twitter) foram invadidos e usados para divulgar tokens como Sommer e MIRA, apresentados falsamente como ativos oficiais.

As autoridades argentinas já iniciaram investigações e prometeram responsabilizar os autores. Em meio à crise, o episódio reacende o debate sobre segurança digital e o uso político de criptoativos.

Ataques cibernéticos atingem canais oficiais do governo argentino

As invasões ocorreram no último fim de semana e afetaram diretamente dois órgãos centrais da administração pública: o Ministério da Saúde e a Polícia Federal Argentina.

Dessa forma, os hackers conseguiram manipular a identidade institucional dos canais para promover criptomoedas sem respaldo oficial.

Sommer Token: a falsa moeda oficial

No site do Ministério da Saúde, os invasores divulgaram o Sommer Token como uma suposta moeda digital oficial da Argentina.

Segundo o comunicado fraudulento, o ativo seria uma “iniciativa revolucionária do governo nacional para estabilizar a economia, combater a inflação e democratizar o acesso às finanças digitais”.

Assim sendo, a proposta enganosa incluía um falso airdrop de 1.000 tokens, prometendo distribuição gratuita aos cidadãos.

MIRA Token: golpe nas redes sociais

Igualmente, o perfil da Polícia Federal no X foi invadido e passou a promover o token MIRA. O vídeo publicado pelos hackers dizia que “a confiança tem um token”, e também oferecia um falso airdrop.

Inclusive, o conteúdo foi deletado pouco tempo depois, após a equipe de cibersegurança recuperar o controle da conta

Reações oficiais e medidas de contenção na Argentina

As autoridades argentinas reagiram rapidamente aos ataques. Sendo assim, protocolos de segurança foram ativados e os canais foram restaurados.

Em resumo, os órgãos envolvidos negaram qualquer vínculo com os criptoativos promovidos e iniciaram investigações para identificar os responsáveis.

Declarações do governo argentino

  • A Polícia Federal afirmou que o ataque foi internacional e teve como objetivo manipular sua identidade institucional.
  • O Ministério da Saúde declarou que o site invadido estava desativado há anos e não representa a atual comunicação oficial.
  • Ambos os órgãos prometeram punições aos autores e reforçaram medidas de segurança digital.

Impacto na imagem institucional

  • Os ataques expuseram vulnerabilidades nos sistemas governamentais.
  • A divulgação de criptomoedas falsas gerou confusão entre os cidadãos.
  • O episódio reacendeu críticas sobre o uso político de ativos digitais.

Criptomoedas e política: o caso da $LIBRA e Javier Milei

Além dos ataques recentes, o presidente Javier Milei já esteve envolvido em polêmicas relacionadas a criptoativos.

Em fevereiro, ele promoveu a memecoin LIBRAemsuacontanoX,elevandoseuvalordeUSLIBRA em sua conta no X, elevando seu valor de US 0,01 para US$ 5 em poucas horas. Por fim, o ativo colapsou, gerando perdas milionárias e acusações de golpe.

Investigações e consequências

Uma comissão foi criada para investigar o caso da $LIBRA, mas acabou dissolvida pouco tempo depois. Sendo assim, vítimas do colapso abriram uma ação civil por fraude nos Estados Unidos.

Inclusive, o episódio levantou suspeitas de esquema de pirâmide envolvendo figuras do alto escalão político argentino.

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