A NASA realizou o lançamento simultâneo de duas missões espaciais de grande relevância científica: o telescópio SPHEREx e a sonda PUNCH. Ambas foram enviadas ao espaço a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX, partindo da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia.
SPHEREx: o telescópio que mapeia o universo em 102 cores
Objetivos científicos e tecnologia embarcada
O SPHEREx, sigla para “Spectro-Photometer for the History of the Universe, Epoch of Reionization and Ices Explorer”, foi projetado para realizar um mapeamento completo do céu em luz infravermelha.
Dessa forma, o telescópio poderá captar sinais de galáxias distantes, vestígios da inflação cósmica e elementos essenciais para a vida. Assim sendo, o instrumento vai coletar dados sobre mais de 450 milhões de galáxias e 100 milhões de estrelas na Via Láctea.
Além disso, o SPHEREx possui um campo de visão 200 vezes maior que o da Lua cheia, permitindo uma cobertura ampla e eficiente.
Igualmente, o telescópio opera em órbita heliossíncrona, mantendo-se sempre na mesma posição em relação ao Sol, o que garante estabilidade térmica e proteção contra radiação excessiva. Inclusive, a missão tem duração prevista de dois anos, com possibilidade de extensão conforme o desempenho dos instrumentos.
Impacto para a cosmologia moderna
Em resumo, o SPHEREx representa uma nova abordagem na observação do cosmos. Ao estudar o universo em 102 bandas de luz infravermelha, os cientistas poderão identificar padrões de distribuição galáctica, investigar a presença de matéria orgânica entre estrelas e aprofundar a compreensão sobre a reionização cósmica.
Por fim, o telescópio complementa observações feitas por outros instrumentos, como o James Webb, oferecendo uma perspectiva panorâmica inédita.
PUNCH: a sonda que revela os segredos do Sol
Estrutura da missão e funcionamento dos satélites
A missão PUNCH, sigla para “Polarimeter to Unify the Corona and Heliosphere”, é composta por quatro pequenos satélites que operam em conjunto para estudar a coroa solar e sua transformação em vento solar.
Dessa forma, os satélites capturam imagens em diferentes ângulos, permitindo a construção de modelos tridimensionais da atividade solar.
Sendo assim, os dados obtidos serão fundamentais para prever tempestades solares e proteger sistemas tecnológicos na Terra.
Além disso, os satélites da PUNCH também operam em órbita heliossíncrona, posicionados estrategicamente na linha que divide o dia e a noite do planeta. Igualmente, essa configuração garante iluminação constante e estabilidade para os sensores ópticos.
Inclusive, a missão terá um período inicial de comissionamento de 90 dias, seguido por pelo menos dois anos de coleta científica.
Relevância para o clima espacial
- A missão busca entender como a coroa solar se transforma em vento solar
- Os dados ajudarão a prever eventos que afetam redes elétricas e comunicações
- A PUNCH é a primeira missão a estudar simultaneamente a coroa e a heliosfera
- O momento é ideal, pois o Sol está em seu “máximo solar”, fase de alta atividade
Avanços científicos e expectativas futuras
O lançamento conjunto do SPHEREx e da PUNCH marca uma nova fase na pesquisa espacial. Dessa forma, a NASA aposta em instrumentos menores, mais baratos e altamente especializados para ampliar o alcance de suas investigações.
Contribuições para a astrofísica e a exploração espacial
Em resumo, o SPHEREx custou cerca de US$ 488 milhões, valor significativamente inferior ao do James Webb, mas com potencial de gerar descobertas igualmente impactantes.
Por fim, as duas missões reforçam a tendência de cooperação entre agências espaciais e empresas privadas, como a SpaceX.
Assim sendo, o sucesso do lançamento abre caminho para futuras parcerias e acelera o desenvolvimento de tecnologias que podem beneficiar não apenas a ciência, mas também a sociedade como um todo.


