A corretora XP Investimentos recebeu uma notificação da Justiça do Estado de São Paulo devido a acusações de “má gestão”, que supostamente teriam levado uma investidora a um prejuízo de quase R$ 17 milhões.
O processo foi movido pela apresentadora Marcia Goldschmidt e está sendo conduzido na 32ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, sob a responsabilidade do juiz Fabio de Souza Pimenta.
Processo milionário contra a XP Investimentos
A apresentadora, que ganhou fama com o bordão “Mexeu com você, mexeu comigo”, acusa a XP de negligência e falhas na gestão de seus investimentos internacionais.
O prejuízo financeiro, segundo Goldschmidt, já ultrapassa R$ 16 milhões.
O problema teria começado após a migração de sua conta do Credit Suisse para a XP, acompanhada por seus gerentes, em um momento de transição de Marcia para fora do Brasil, em 2011.
Goldschmidt relata que, assim que deixou o país, os profissionais da XP insistiram para que uma nova conta internacional fosse aberta, dado que seus gastos eram em euros e seus investimentos continuavam em reais.
A apresentadora afirma, também, que não tinha expertise no setor financeiro e, por isso, não opinava sobre as operações. Contudo, uma série de transações realizadas em sua conta resultaram em prejuízos significativos.
De acordo com os documentos apresentados no processo, as perdas acumuladas chegam a US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 16,9 milhões).
Atualmente, Goldschmidt vive na Espanha e a disputa judicial contra a XP Investimentos está em andamento desde 2011.
Apresentadora celebra decisão judicial
Para Marcia Goldschmidt, a decisão da Justiça paulista é um passo importante na tentativa de recuperar os prejuízos.
“Esta má gestão da corretora, além de negligência e falhas na condução de meus investimentos no exterior, me fez amargar perdas milionárias em um patrimônio que conquistei ao longo dos anos. Na prática, fizeram uma aposta com o meu dinheiro e não um investimento”, declarou a apresentadora em comunicado.
A defesa de Goldschmidt apresentou uma notificação judicial à XP, buscando um acordo para reparação dos danos. No entanto, sem consenso entre as partes, a tendência é que o caso seja resolvido nos tribunais.


