A adoção de soluções blockchain segue avançando na América Latina, com novas iniciativas de destaque da Polygon e da Avalanche. Atualmente, ambas as plataformas apostam em escalabilidade, velocidade e baixo custo para impulsionar casos de uso concretos, especialmente no Brasil.
Polygon viabiliza pagamentos internacionais com stablecoins em integração com BlindPay
A Polygon, uma das principais soluções de segunda camada (L2) para Ethereum, foi escolhida como infraestrutura principal pela BlindPay, plataforma de pagamentos internacionais com stablecoins.
Com a integração, a BlindPay reduziu custos operacionais e acelerou transações cross-border, reforçando a Polygon como referência em usabilidade e escalabilidade real.
A empresa oferece contas virtuais em dólar para empresas e indivíduos latino-americanos, utilizando uma API baseada na Polygon.
Essa abordagem busca contornar os altos custos e a burocracia dos sistemas bancários tradicionais:
“Desde que passamos a utilizar a Polygon para conversão e liquidação de pagamentos internacionais, 95% do volume da nossa plataforma migrou para essa rede, refletindo não apenas os benefícios técnicos, mas também a forte preferência dos usuários”, afirma Bernardo Moura, fundador e CEO da BlindPay.
A familiaridade da base de usuários com a Polygon na América Latina tem sido um fator decisivo. A rede oferece baixas taxas de gás, ampla compatibilidade com exchanges e uma base crescente de aplicações.
A BlindPay, por sua vez, atende desde fintechs e importadores até plataformas de câmbio digital e empresas do setor cripto.
Avalanche expande no Brasil com cartões cripto e foco em parcerias
Enquanto isso, a Avalanche, blockchain de primeira camada, também está expandindo sua presença no Brasil. Um dos principais marcos é o lançamento de um cartão de pagamento com criptomoedas que funciona em todos os estabelecimentos da rede Visa internacional.
A iniciativa conta com o apoio da Rain e permite compras com ativos em autocustódia como USDC, USDT, AVAX e wAVAX.
Desde o lançamento, o Brasil já se tornou o terceiro país com maior adoção do cartão da Avalanche, mostrando a força do mercado local.
A blockchain também busca ampliar sua atuação no país por meio de parcerias e iniciativas como a Fifa Blockchain, subnet desenvolvida para colecionáveis digitais e experiências exclusivas para fãs de futebol.
A Avalanche tem acompanhado o avanço de iniciativas estatais como o Drex, do Banco Central, e vê oportunidades para se consolidar como opção viável para bancos e instituições financeiras.
“Queremos crescer nossa presença no Brasil e sabemos dos avanços do setor estatal para blockchain, o que leva a muita adoção por bancos e instituições financeiras”, destaca Leandro Davo, head da Ava Labs para a América Latina.
A rede também aposta em sua velocidade de liquidação como diferencial competitivo. As transações são finalizadas em menos de um segundo, o que favorece o desenvolvimento de aplicações sensíveis ao tempo, como pagamentos e marketplaces.
Com estrutura tripla (X-Chain, C-Chain e P-Chain), a Avalanche já abriga 68 redes diferentes após a atualização ACP-77, que facilita a entrada de novas blockchains no seu ecossistema.
Além disso, a interoperabilidade com outras redes, como Bitcoin e Ethereum, é outro fator que impulsiona a escolha da Avalanche entre desenvolvedores e empreendedores.


