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SP endurece proibição de cripto por biometria da íris

CPI da Íris propõe proibição de criptomoedas em troca de dados de brasileiros e aciona Banco Central e Receita Federal.

Proibição de criptomoedas em troca de dados biométricos no Brasil

A seguir:

  1. Proibição de criptomoedas em troca de dados de brasileiros ganha força após CPI identificar irregularidades
  2. Essa proibição envolve riscos à LGPD e à segurança biométrica
  3. E pode virar lei e mobiliza órgãos federais 

A proibição de criptomoedas em troca de dados de brasileiros ganhou força após a conclusão do relatório final da CPI da Íris, em São Paulo.

O documento, divulgado na quarta-feira (8), apresenta uma série de recomendações duras contra empresas que operam com tecnologia blockchain sem registro formal no país.

Além disso, o relatório cobra atuação imediata de órgãos como Banco Central e Receita Federal, destacando riscos diretos à privacidade e à segurança financeira da população.

Desde o início das investigações, a proibição surgiu como uma medida central para conter práticas consideradas abusivas.

A comissão identificou que empresas estrangeiras atuavam sem CNPJ, oferecendo ativos digitais em troca de informações sensíveis, como a biometria da íris.

Proibição de criptomoedas em troca de dados de brasileiros expõe esquema da Worldcoin

O caso ganhou repercussão após denúncias envolvendo a distribuição da criptomoeda Worldcoin (WLD).

Na prática, usuários compareciam a pontos físicos e realizavam o escaneamento da íris em dispositivos chamados Orbs.

Em troca, recebiam valores em criptoativos, o que atraiu milhares de pessoas em busca de renda extra.

No entanto, a proibição de criptomoedas em troca de dados se tornou necessária quando a CPI identificou falhas graves no processo.

Famílias inteiras participaram da coleta de dados, incluindo crianças, o que acendeu um alerta ainda maior entre os parlamentares.

Além disso, os dados capturados eram direcionados à empresa Tools for Humanity. Embora a companhia alegue não armazenar as informações, a comissão encontrou inconsistências nessa versão, reforçando preocupações com o uso indevido dos dados.

Proibição de criptomoedas em troca de dados de brasileiros revela falhas na LGPD

Outro ponto crítico do relatório envolve o descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Segundo os vereadores, houve vício de consentimento, já que muitos participantes não compreendiam totalmente os riscos envolvidos.

Enquanto isso, a promessa de ganhos financeiros influenciou diretamente a decisão dos usuários. Em alguns casos, os valores chegaram a cerca de R$ 470, dependendo da cotação do ativo.

Dessa forma, o incentivo financeiro acabou ofuscando os riscos da entrega de dados biométricos irreversíveis.

Especialistas ouvidos durante a CPI reforçaram que a leitura da íris não pode ser alterada.

Ou seja, qualquer falha de segurança pode gerar consequências permanentes, o que torna a proibição de criptomoedas em troca de dados ainda mais urgente.

A discussão no Brasil não acontece de forma isolada. Países como Alemanha e Portugal já adotaram medidas restritivas contra iniciativas semelhantes.

Diante disso, parlamentares questionaram por que o Brasil se tornou alvo da expansão dessas operações.

Além disso, o relatório aponta que contratos complexos dificultavam o entendimento dos usuários.

Muitos cidadãos não sabiam exatamente como seus dados seriam utilizados, o que reforça a necessidade de regulamentação mais rígida.

Com isso, a proibição surge como resposta a um cenário global de preocupação com privacidade digital e uso de biometria.

Irregularidades na prestação de serviços

O relatório final também solicita a atuação de diversas autoridades. O Banco Central deverá investigar possíveis irregularidades na prestação de serviços financeiros. Já o COAF ficará responsável por analisar movimentações suspeitas.

Ao mesmo tempo, a Receita Federal deve apurar eventuais omissões fiscais. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também aparece como peça-chave para garantir a exclusão de informações coletadas de forma irregular.

Outro ponto importante envolve o Ministério Público de São Paulo, que poderá buscar reparações judiciais para os cidadãos afetados.

Dessa forma, a proibição não se limita ao âmbito legislativo, mas avança para ações práticas.

Proibição de escaneamento de íris pode virar lei em São Paulo

A presidente da CPI, Janaina Paschoal, apresentou o Projeto de Lei 73/2026, que propõe proibir o escaneamento de íris na cidade.

Segundo ela, a prática expõe a população a riscos desnecessários e sem justificativa plausível.

Além disso, o relatório aponta que empresas continuaram operando mesmo após restrições iniciais.

Essa continuidade das atividades reforçou a necessidade de medidas mais rígidas e fiscalização efetiva.

Por fim, o documento recomenda que órgãos como o Procon-SP atuem na defesa dos consumidores.

A proposta legislativa consolida a proibição de criptomoedas em troca de dados como um passo essencial para proteger direitos fundamentais.

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