Após o recente lançamento da Starlink Mini (versão compacta da antena de internet via satélite), a Anatel, a agência de telecomunicações, aprovou a expansão da cobertura da Starlink no Brasil. Assim, permitindo o crescimento da rede de satélites de 4,4 mil para até 11,9 mil.
Com apenas 900g, a antena possui dimensões reduzidas, o que à torna ideal para videogames e para locais remotos, custando R$ 1.799,00.
Contudo, políticas regulatórias geraram preocupações ao PSOL, que protocolou um pedido de suspensão da autorização à Anatel. O partido político alega riscos à soberania nacional, concorrência no setor de telecomunicações e segurança de dados.
É importante ressaltar que recentemente a Polícia Federal também apreendeu diversas antenas Starlink Ilegais usadas por garimpeiros em terras indígenas, o que alarmou as autoridades sobre a fiscalização e também sobre impactos ambientais.

Processo regulatório questionável
Uma das principais críticas levantadas pelo partido foi sobre a falta de debate público e de salvaguardas adequadas no processo de aprovação, podendo até mesmo ter violado princípios constitucionais.
Além disso, os impactos ambientais e sociais entraram em pauta, devido a apreensões feitas em terras indígenas e o impacto ambiental devido ao aumento do lixo espacial.
O PSOL também argumenta que a expansão da Starlink pode comprometer a autonomia do Brasil, especialmente porque a empresa que fabrica a tecnologia é estrangeira.
Outra preocupação é sobre a segurança de dados e a concorrência no setor, tendo em vista que a coleta e o armazenamento de dados por uma empresa internacional levantam preocupações sobre a privacidade e vulnerabilidade. Assim, considerando a dificuldade em fiscalização pela regulação brasileira.
Estamos prontos para depender de empresas estrangeiras em algo tão essencial?
A tecnologia tem uma influência extremamente forte no poder global, e a diplomacia é altamente sustentada quando uma nação com maior poder tem algo maior a ganhar.
De certo modo, uma insegurança é gerada às nações que buscam a qualquer custo não depender de outras, só aceitando, por vezes, em razões diplomáticas.
Em conclusão, temos em vista que a valorização de um país e sua notoriedade primeiro precisa ser notada pelos próprios habitantes, para que aqueles que estão fora reconheçam a tal como nação independente, e isso poderia ser desafiador com uma única empresa monopolizando o ramo da internet no mundo todo.


