O ano que termina foi histórico para os ativos digitais. Nesta retrospectiva cripto 2025, analisamos como o Bitcoin atingiu novos recordes e a tokenização se consolidou no Brasil.
A seguir:
- Avanços Regulatórios: A aprovação do Genius Act nos EUA e as novas regras do Banco Central no Brasil trouxeram segurança institucional.
- Domínio das Stablecoins: O volume de transações de stablecoins superou as redes Visa e Mastercard, consolidando o uso de cripto para pagamentos globais.
- Recordes de Preço: O Bitcoin alcançou a marca histórica de US$ 126 mil em outubro, enquanto o Ethereum superou os US$ 4,9 mil, impulsionados pela entrada de grandes tesourarias corporativas.
A regulação finalmente deixou o campo das promessas e se tornou uma realidade palpável tanto no Brasil quanto no exterior. Nos Estados Unidos, a aprovação do Genius Act estabeleceu o primeiro padrão legal claro para as stablecoins, eliminando as sombras jurídicas que mantinham grandes bancos distantes do setor.
Simultaneamente, o Banco Central do Brasil lançou sua regulamentação própria, confirmando o país como um dos cinco maiores mercados de adoção de criptoativos no planeta.
De acordo com Rony Szuster, Head de Research do Mercado Bitcoin, essa clareza regulatória foi fundamental para atrair novos capitais.
O especialista ressalta que as regras estabelecidas pelo BC trazem processos definidos de governança que plataformas líderes já adotavam, mas que agora se tornam o padrão obrigatório para todo o ecossistema brasileiro.
Assim, na retrospectiva cripto 2025 temos um cenário onde a segurança do investidor é a prioridade máxima das autoridades e das exchanges.
Explosão das stablecoins e da tokenização no Brasil
Um dos dados mais impressionantes deste ano reside no volume de transações das stablecoins. Esses ativos, lastreados em moedas fiduciárias, ultrapassaram a marca de US$ 311 bilhões em valor de mercado.
Mais surpreendente ainda é o fato de que elas processaram mais de US$ 28 trilhões em transações globais, superando a soma das gigantes Visa e Mastercard.
No Brasil, o volume negociado de stablecoins triplicou, funcionando como uma espécie de “PIX global” que opera ininterruptamente.
Além disso, a tokenização de ativos reais (RWA) provou que não é mais um experimento de nicho. O Brazil Tokenization Report 2025 aponta que 70% dos entrevistados percebem uma evolução clara no setor.
Na plataforma do Mercado Bitcoin, por exemplo, houve um crescimento de 12% no número de investidores em Renda Fixa Digital. Esse modelo entregou rentabilidades médias de 132% do CDI, atraindo quem busca a segurança da renda fixa com a eficiência tecnológica da blockchain.
Desembarque das Bitcoin Treasury Companies
A retrospectiva cripto 2025 também marca a chegada oficial das tesourarias corporativas de Bitcoin ao solo brasileiro. A criação da OranjeBTC, primeira empresa listada no país focada em manter Bitcoin como lastro, replicou o sucesso de gigantes americanas como a MicroStrategy.
O Mercado Bitcoin impulsionou esse movimento ao tokenizar debêntures, permitindo que investidores antecipassem o acesso à oferta inicial de ações dessa nova companhia.
Consequentemente, essa estratégia de tesouraria aproxima o mercado financeiro tradicional da nova economia digital.
O movimento institucional foi reforçado por gigantes como o Morgan Stanley, que passou a recomendar a inclusão de criptoativos nos portfólios de seus clientes.
A aprovação de novos ETFs de diversos ativos digitais nos EUA serviu como o catalisador final para que os grandes fundos entrassem de vez no jogo, consolidando a maturidade do ecossistema.
Bitcoin e Ethereum: recordes que definiram o ano
No topo do ciclo de alta, o Bitcoin renovou sua máxima histórica em outubro, atingindo impressionantes US$ 126 mil. O Ethereum não ficou atrás, rompendo a barreira dos US$ 4,9 mil e alcançando seu maior valor em quatro anos.
Esses números refletem não apenas especulação, mas a utilidade real de uma rede que agora suporta pagamentos, investimentos e contratos inteligentes de forma integrada.
Olhando para o futuro, o foco das grandes plataformas será a integração total entre banking, pagamentos e investimentos.
O investidor brasileiro agora possui ferramentas para transitar entre o mundo tradicional e o digital sem fricção, consolidando o Brasil como um protagonista global na revolução financeira dos ativos digitais.




