A seguir:
- A RIS Rise Impacto Social permite investimentos a partir de R$ 1.000 e conta com gestão profissional conduzida pela Bloxs Asset Gestão de Recursos.
- A Rise afirma que direcionará 100% da taxa de rebate ao GRAACC, com repasses mensais e acompanhamento dos valores em uma página oficial da oferta.
- A estrutura coloca o investidor na posição sênior, enquanto a Rise afirma assumir a frente do risco com capital próprio dedicado à operação.
A Rise lançou a RIS (Rise Impacto Social), uma carteira de investimento que direciona ao GRAACC 100% da taxa de rebate da oferta. A iniciativa combina uma estrutura de investimento com uma proposta de impacto social, permitindo que investidores participem da carteira a partir de R$ 1.000.
A empresa estruturou a RIS com gestão profissional e regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sob condução da Bloxs Asset Gestão de Recursos. Segundo a Rise, qualquer pessoa que já tenha uma conta na plataforma ou abra uma nova pode contratar a carteira dentro das condições apresentadas na oferta.
RIS direciona taxa de rebate ao GRAACC
O principal diferencial da RIS está no destino da receita de rebate. A Rise informa que direcionará integralmente essa taxa ao GRAACC todos os meses, sem reduzir o rendimento do investidor. Dessa forma, a proposta busca aproximar investimento e apoio social dentro da mesma estrutura.
A taxa de rebate estimada pela empresa é de 0,28% ao mês. Considerando um investimento de R$ 10 mil, o valor correspondente chega a R$ 28 mensais, conforme os termos apresentados pela Rise. O repasse ocorre automaticamente e a empresa afirma que os valores podem ser acompanhados em uma página oficial da oferta.
Além disso, o GRAACC aparece exclusivamente como instituição beneficiada pela iniciativa. A Rise também informa que não haverá divisão de lucro, corretagem ou taxa adicional de administração relacionada ao repasse.
Investidor ocupa posição sênior na carteira
A estrutura da RIS coloca o investidor na posição sênior, com prioridade no resultado. Paralelamente, a Rise afirma que assume a frente do risco com capital próprio dedicado à operação, estratégia que a empresa descreve como seu “skin in the game”.
Na prática, a proposta apresentada pela companhia busca separar o mecanismo de apoio ao GRAACC do rendimento destinado ao cliente. O repasse da taxa de rebate acontece pela própria Rise, que abre mão dessa receita em favor da instituição.
O lançamento aconteceu recentemente durante um encontro realizado no Hospital do GRAACC, em São Paulo. O evento reuniu convidados e parceiros que apoiam a iniciativa e marcou a apresentação da nova carteira de impacto social.
Rise aposta em investimento com impacto social
Para Vitor Delduque, co-founder e CRO da Rise, a iniciativa surgiu da ideia de ampliar o papel do investimento para além da busca por retorno financeiro. Segundo o executivo, a empresa pretende utilizar a própria receita de rebate para fortalecer o trabalho desenvolvido pelo GRAACC.
Delduque também afirma que qualquer excedente gerado pela operação será destinado integralmente à garantia do próprio produto. De acordo com a empresa, essa estratégia pode ampliar a capacidade de captação da estrutura e, consequentemente, o potencial de arrecadação para o hospital.
A proposta da Rise é aproximar rentabilidade e propósito social, criando uma alternativa para investidores que desejam participar de uma estrutura financeira que também contribua para uma instituição voltada ao tratamento do câncer infantil.
Como surgiu a iniciativa da Rise
A criação da RIS também tem relação com a aproximação pessoal de Delduque com o trabalho realizado pelo GRAACC. O executivo conta que conheceu a atuação da instituição e passou a considerar uma forma de transformar essa conexão em uma iniciativa permanente de apoio.
Segundo Delduque, experiências pessoais relacionadas ao câncer também influenciaram a criação do projeto. Ele relata que perdeu uma pessoa próxima para a doença, enquanto seus pais enfrentaram a mesma realidade e dois sócios da empresa conseguiram superar o câncer.
A partir dessas experiências, a Rise decidiu estruturar uma iniciativa voltada ao GRAACC. A expectativa, segundo o executivo, é ampliar de maneira contínua o apoio ao trabalho desenvolvido pela instituição.
RIS prevê novos passos para a estrutura
A Rise já trabalha em uma próxima etapa para a estrutura da RIS. Segundo Delduque, a empresa avalia a evolução do produto para um fundo de investimento desenvolvido em parceria com a Apex Group.
A companhia descreve a Apex Group como uma empresa global de serviços financeiros com atuação na administração e custódia de fundos estruturados. Essa possível evolução representa o próximo passo anunciado pela Rise para a estrutura criada em torno da carteira de impacto social.
Enquanto isso, a RIS mantém a proposta de direcionar 100% da taxa de rebate da Rise ao GRAACC, com acompanhamento dos valores destinados à instituição.
GRAACC atua há 35 anos contra o câncer infantil
Fundado em 1991, o GRAACC atua no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. A instituição atende pacientes de diferentes regiões do Brasil e também da América Latina, oferecendo atendimento especializado em oncologia pediátrica.
O hospital mantém ainda uma parceria técnico-científica com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com atividades voltadas ao ensino e à pesquisa. Segundo as informações apresentadas pela instituição, o GRAACC foi o primeiro hospital de oncologia pediátrica do Brasil acreditado pela Joint Commission International.
Em 2025, o hospital registrou taxa média de cura de 80%, conforme os dados divulgados pela própria instituição. Com a nova carteira, a Rise pretende transformar parte da receita gerada pela operação em recursos destinados ao trabalho realizado pelo GRAACC.


