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Senador propõe blockchain para modernizar o setor público brasileiro

Senador propõe blockchain para modernizar o setor público. Tecnologia pode trazer mais eficiência, segurança e transparência ao governo.

Senador propõe blockchain no setor público. imagem: IA

Durante o evento Blockchain Rio 2025, o senador Carlos Portinho apresentou uma proposta ousada: utilizar a tecnologia blockchain como base para a modernização do setor público no Brasil.

Segundo ele, a administração pública ainda opera com sistemas obsoletos, o que compromete a eficiência, a transparência e a segurança dos processos.

Dessa forma, o parlamentar defende que o país avance com responsabilidade na transformação digital, superando receios infundados e adotando soluções tecnológicas já consolidadas em outros países

Blockchain como ferramenta de gestão pública eficiente

A proposta de Portinho vai além da simples digitalização de serviços. Ele sugere que o blockchain seja incorporado à estrutura administrativa como um mecanismo de rastreabilidade e inviolabilidade de dados. Além disso, destaca-se que essa tecnologia pode reduzir custos operacionais, eliminar fraudes e acelerar processos burocráticos.

Durante sua fala, o senador mencionou que sua experiência como gestor estadual e municipal evidenciou a ausência de soluções tecnológicas eficazes no cotidiano da administração pública. Como resultado, ele acredita que o blockchain pode preencher essa lacuna, oferecendo uma base sólida para um governo mais ágil e confiável.

Aplicações sugeridas pelo senador sobre blockchain

Entre as áreas que poderiam se beneficiar da tecnologia, Portinho citou o sistema eleitoral. No entanto, ele não propõe mudanças nas urnas eletrônicas, mas sim o uso do blockchain nos bastidores da apuração, reforçando a segurança dos dados. Em consequência, o processo de votação se tornaria ainda mais transparente e auditável.

Apoio à agenda digital do Banco Central

Portinho também reafirmou seu apoio ao Drex, a moeda digital brasileira. Inclusive, ele elogiou o novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, por dar continuidade à agenda de inovação iniciada por Roberto Campos Neto. Sendo assim, o senador vê o Brasil como um dos líderes da transformação financeira global.

Blockchain público vs privado: diferenças e implicações para o setor público

A distinção entre blockchains públicas e privadas é essencial para entender como essa tecnologia pode ser aplicada na administração pública.

Enquanto blockchains públicas, como Bitcoin e Ethereum, são abertas e descentralizadas, permitindo que qualquer pessoa participe e verifique transações, as privadas operam em redes restritas, controladas por uma entidade ou consórcio.

Dessa forma, blockchains públicas oferecem máxima transparência e segurança, sendo ideais para processos que exigem confiança ampla, como votações eletrônicas ou auditorias públicas.

Em contrapartida, blockchains privadas são mais eficientes e escaláveis, podendo ser utilizadas em sistemas internos de gestão, como folha de pagamento ou controle de contratos. A escolha entre uma ou outra depende do grau de abertura desejado e da natureza dos dados envolvidos

Impactos esperados da adoção do blockchain no setor público

A proposta do senador pode gerar mudanças profundas na forma como o Estado se relaciona com o cidadão. Em resumo, o uso do blockchain pode transformar a infraestrutura governamental em uma alavanca para o bem-estar social, com foco na eficiência e na transparência.

Benefícios potenciais

  • Redução de fraudes em contratos públicos
  • Rastreabilidade de processos administrativos
  • Agilidade na prestação de serviços
  • Economia de recursos operacionais
  • Fortalecimento da confiança institucional

Desafios e obstáculos

  • Resistência política à inovação
  • Falta de capacitação técnica nos órgãos públicos
  • Necessidade de arcabouço legal específico
  • Integração com sistemas já existentes
  • Garantia de interoperabilidade entre plataformas

Casos de sucesso internacionais com blockchain na gestão pública

Diversos países já adotaram o blockchain para melhorar a eficiência governamental. Em Dubai, por exemplo, o governo implementou a tecnologia em serviços de registro de imóveis, reduzindo o tempo de processamento e aumentando a segurança jurídica.

Logo após, a Estônia se tornou referência mundial ao integrar blockchain em sistemas de saúde, educação e identidade digital. Isso levou a uma administração pública mais ágil e confiável.

Inclusive, o Reino Unido e Singapura também exploram o uso da tecnologia para rastrear gastos públicos e combater fraudes. Em consequência, esses modelos internacionais mostram que o blockchain pode ser um pilar de transformação administrativa, desde que acompanhado por políticas públicas bem estruturadas.

O papel do Congresso e da sociedade no debate tecnológico

Portinho defende que o Congresso Nacional participe ativamente do debate sobre blockchain, stablecoins e moedas digitais soberanas.

“O sistema deve ser inviolável, assim como o voto” — Carlos Portinho

Inclusive, ele critica o silêncio político sobre o tema e afirma que a sociedade já pressiona o governo por inovação. Portanto, convém que o Legislativo assuma protagonismo na construção de um marco regulatório moderno e inclusivo.

Integração entre blockchain e inteligência artificial: o futuro da governança digital

A convergência entre blockchain e inteligência artificial (IA) promete remodelar a gestão pública. Enquanto a IA analisa grandes volumes de dados e toma decisões autônomas, o blockchain garante que essas decisões sejam registradas de forma imutável e auditável.

Assim sendo, essa fusão pode ser aplicada em áreas como saúde, onde algoritmos de IA diagnosticam doenças e o blockchain protege os dados dos pacientes.

Igualmente, no setor financeiro, contratos inteligentes podem ser ajustados automaticamente por IA com base em condições de mercado, e todas as ações ficam registradas na cadeia de blocos. Portanto, essa integração não apenas aumenta a eficiência, mas também fortalece a confiança nos sistemas automatizados.

Blockchain na arrecadação fiscal: transparência e justiça tributária

O uso da tecnologia blockchain no sistema tributário brasileiro pode revolucionar a forma como os tributos são arrecadados. Por conta disso, especialistas apontam que a imutabilidade e a descentralização da blockchain permitem fiscalizações em tempo real, eliminando intermediários e reduzindo a burocracia.

Isso levou à possibilidade de maior integração entre contribuintes e órgãos arrecadadores, com dados compartilhados de forma segura e transparente. Em consequência, a sonegação fiscal tende a diminuir, e a justiça tributária pode ser fortalecida.

Entretanto, convém que o Estado promova adequações normativas e capacite servidores para lidar com essa nova realidade.

Formação de servidores para lidar com sistemas descentralizados

A adoção de blockchain no setor público exige que os servidores estejam preparados para operar em ambientes digitais e descentralizados. Sendo assim, programas como o PDI (Programa de Desenvolvimento Inicial) da Escola Nacional de Administração Pública já incluem disciplinas voltadas à inovação tecnológica e gestão de dados.

Além disso, instituições como o CLP e o IFRS oferecem cursos gratuitos sobre governança digital, análise de dados e ética pública. A capacitação técnica e comportamental torna-se essencial para garantir que os servidores compreendam os fundamentos da tecnologia e saibam aplicá-la com responsabilidade.

Investir na formação contínua é um passo estratégico para o sucesso da transformação digital no governo.

Blockchain como pilar da transformação digital no Brasil

A proposta do senador Carlos Portinho insere o Brasil em um debate global sobre inovação no setor público. Assim sendo, o uso do blockchain pode representar um salto qualitativo na gestão estatal, com ganhos em eficiência, segurança e transparência.

Por conta disso, é essencial que o país avance com responsabilidade, envolvendo sociedade, governo e setor privado na construção de um novo modelo de administração pública.

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