A Tether Holdings, emissora da stablecoin USDT, anunciou nesta quinta-feira (3) uma nova iniciativa estratégica voltada à mineração de Bitcoin (BTC) no Brasil.
Para viabilizar o projeto, a empresa assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com a Adecoagro, companhia do setor agroenergético que atua no Brasil, Argentina e Uruguai. Além disso, a Tether detém 70% de participação na empresa.
Segundo comunicado oficial, o acordo prevê a criação de um projeto conjunto que integra energia renovável e ativos digitais.
“À medida que o mundo adota sistemas energéticos mais limpos, a mineração de Bitcoin ganha espaço como forma de monetizar excedentes, estabilizar redes elétricas e impulsionar a economia digital.”
O CEO da Tether, Paolo Ardoino, afirmou que a parceria faz parte de uma estratégia de longo prazo para apoiar uma infraestrutura energética resiliente e redes descentralizadas.
Já Mariano Bosch, cofundador e CEO da Adecoagro, afirma que a iniciativa permite estabilizar a energia que hoje é comercializada pela empresa no mercado livre, ao mesmo tempo em que oferece exposição ao potencial de valorização do Bitcoin.
Juan Sartori, chefe de iniciativas comerciais da Tether e presidente do Conselho da Adecoagro, também comentou a parceria.
“Esta colaboração permite explorar uma nova interseção entre agricultura, energia e tecnologia — liberando potenciais eficiências e diversificando nossa estratégia energética de forma responsável e voltada para o futuro”, afirmou.
Com mais de 230 MW em capacidade de geração renovável na América do Sul, a Adecoagro vê a mineração de Bitcoin como uma oportunidade estratégica. Assim, a empresa planeja incluir exposição ao ativo digital em seu balanço, segundo a nota.
A operação será conduzida utilizando o Mining OS da Tether, um sistema operacional próprio da empresa que será disponibilizado como software de código aberto.
Além disso, a Tether informou que o projeto foi aprovado pelo Comitê Independente da Adecoagro e que novas atualizações serão divulgadas em breve.


