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Tether reafirma confiança no Bitcoin e amplia investimentos em ouro e terrenos

Tether nega venda de Bitcoin e confirma investimentos em BTC, ouro e terrenos como parte de sua estratégia de diversificação.

Tether reforça aposta em Bitcoin, ouro e terrenos. imagem: IA

A Tether, maior emissora de stablecoins do mundo, negou publicamente os rumores de que estaria vendendo suas reservas de Bitcoin.

O CEO Paolo Ardoino esclareceu que os ativos foram apenas transferidos para iniciativas estratégicas, como a plataforma XXI, e não liquidados.

Além disso, a empresa confirmou que continua alocando parte dos lucros em Bitcoin, ouro e terrenos, reforçando sua estratégia de diversificação em ativos considerados seguros.

Estratégia da Tether: Bitcoin, ouro e terrenos como pilares

A recente movimentação da Tether gerou especulações sobre uma possível mudança de postura em relação ao Bitcoin. No entanto, a empresa foi rápida em desmentir os boatos e reafirmar seu compromisso com o ativo digital.

Transferência de BTC para a XXI não representa venda

Segundo Ardoino, os 19.800 BTC transferidos para a iniciativa Twenty One Capital (XXI) foram realocados para apoiar projetos nativos de Bitcoin, como os liderados por Jack Mallers, CEO da Strike.

Assim sendo, a redução aparente nas reservas da Tether foi apenas uma redistribuição interna. Inclusive, o CEO da Jan3, Samson Mow, afirmou que, ao considerar essas transferências, a Tether teria aumentado sua posição líquida em BTC.

Ouro e terrenos entram como ativos estratégicos

Além do Bitcoin, a Tether confirmou investimentos em ouro e terrenos. Sendo assim, a empresa amplia sua exposição a ativos tangíveis, buscando proteção contra instabilidades macroeconômicas. Em junho, foram adquiridos mais de 37.000 BTC, avaliados em US$ 3,9 bilhões, para apoiar a XXI.

Igualmente, a Tether investiu em empresas de mineração de ouro e adquiriu participação na Elemental Altus Royalties Corp.

Detalhamento dos investimentos e impacto no mercado

A estratégia da Tether não apenas reforça sua confiança no Bitcoin, como também sinaliza uma tendência de diversificação entre grandes players do setor cripto.

Alocação de ativos da Tether

  • Mais de 100.521 BTC em posse, avaliados em US$ 11,17 bilhões
  • Transferência de 19.800 BTC para a XXI entre junho e julho
  • Investimento de US$ 90 milhões em royalties de ouro
  • Aquisição de terrenos como parte de estratégia de longo prazo

Dessa forma, a Tether se posiciona como uma das empresas mais agressivas na diversificação de reservas, mantendo o foco em ativos com valor intrínseco e liquidez global.

Reações do mercado e analistas

Em resumo, a postura da Tether foi bem recebida por analistas e investidores. Por fim, a empresa reforça sua imagem de solidez e transparência, afastando dúvidas sobre sua gestão de reservas. Inclusive, o episódio serviu para destacar a importância de uma comunicação clara em tempos de especulação intensa.

Contexto global e influência sobre outras nações

O movimento da Tether ocorre em paralelo a ações de países como El Salvador, que recentemente adicionou US$ 50 milhões em ouro às suas reservas internacionais.

Dessa forma, observa-se uma tendência de diversificação entre governos e empresas, buscando reduzir a dependência do dólar americano.

El Salvador e o ouro como reserva estratégica

O Banco Central de El Salvador anunciou a compra de 13.999 onças de ouro, marcando sua primeira aquisição do metal desde 1990.

O país reforça sua estratégia de proteção cambial, após já ter acumulado mais de 6.292 BTC em reservas.

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