A Embratur e a Sudene anunciaram o apoio financeiro de mais de R$ 500 mil a um projeto inovador que vai tokenizar aluguéis de imóveis de temporada no Nordeste.
A iniciativa, liderada pela Ribus em parceria com a Dexcap e a Carpediem Homes, foi selecionada no programa “Destino Futuro” e promete transformar o turismo regional com o uso de blockchain e contratos inteligentes.
Dessa forma, o modelo permitirá que imóveis sejam convertidos em ativos digitais, com pagamentos automatizados e rastreáveis, ampliando a rentabilidade dos proprietários e a experiência dos viajantes.
Projeto une blockchain e turismo para modernizar aluguéis no Nordeste
A proposta selecionada pela Embratur e Sudene tem como foco a requalificação de imóveis de temporada em Pernambuco.
Assim sendo, quatro propriedades passarão por reformas estruturais financiadas por crédito tokenizado, com retorno vinculado à receita futura de aluguel.
Ribus Share: modelo de tokenização aplicado ao turismo
O projeto utiliza o modelo Ribus Share, que transforma imóveis físicos em tokens digitais. Cada token representa uma fração da receita futura gerada pelo aluguel.
Sendo assim, investidores podem adquirir partes desses ativos e receber rendimentos proporcionais, com liquidação automática via contratos inteligentes.
Parcerias estratégicas e operação integrada
A Carpediem Homes será responsável pela gestão dos imóveis, enquanto a Dexcap estrutura o crédito tokenizado.
Inclusive, os pagamentos serão integrados a plataformas como Airbnb e Booking, garantindo rastreabilidade e transparência em todas as etapas. Além disso, o modelo poderá ser replicado em outras regiões do país.
Benefícios da tokenização para o mercado imobiliário e turístico
A tokenização de imóveis representa uma nova fronteira para o setor imobiliário. Dessa forma, o projeto apoiado pela Embratur se insere em um movimento global que busca democratizar o acesso a investimentos e modernizar a gestão de ativos físicos.
Vantagens do modelo tokenizado
- Redução de burocracia e custos operacionais.
- Liquidez imediata por meio de ativos digitais.
- Transparência nas transações via blockchain.
- Acesso a investimentos fracionados por pequenos investidores.
- Pagamentos automatizados com contratos inteligentes.
Impacto no turismo regional
- Imóveis mais modernos e atrativos para turistas.
- Maior rentabilidade para proprietários locais.
- Estímulo à economia criativa e ao empreendedorismo.
- Expansão do turismo digital e descentralizado.
Tokenização de imóveis no Brasil: cenário regulatório e expansão
Além do projeto no Nordeste, o Brasil já testa modelos de tokenização em outras regiões. Inclusive, a Caixa Econômica Federal realizou pilotos com liquidação via DREX, moeda digital oficial do Banco Central.
Sendo assim, o país avança na construção de um ecossistema regulado e seguro para ativos digitais.
Desafios jurídicos e regulação
A tokenização de imóveis pode se enquadrar como valor mobiliário, dependendo da expectativa de retorno financeiro.
Em resumo, nesses casos, a competência regulatória passa para a CVM. Por fim, há também modelos privados, sem oferta pública, que seguem normas do Direito Civil e imobiliário.
Expansão nacional e internacional
A Netspaces, por exemplo, criou a primeira bolsa de imóveis tokenizados do mundo, com atuação em 180 cidades brasileiras.
Dessa forma, o modelo validado pela Embratur poderá ser escalado, ampliando oportunidades para investidores e fortalecendo o turismo em diversas regiões.


