A seguir:
- A defensora do Bitcoin María Corina Machado surge como favorita na transição política da Venezuela.
- O Bitcoin ganha destaque como alternativa econômica após o colapso do bolívar.
- Os EUA demonstram interesse no petróleo venezuelano, mas enfrentam desafios estruturais.
A Venezuela entrou em uma nova e sensível fase política após a prisão de Nicolás Maduro no último sábado.
Nesse contexto, María Corina Machado, defensora do Bitcoin, ganhou destaque ao se apresentar como uma das principais candidatas para conduzir a transição do país.
A luta pelo controle da Venezuela agora mescla política, economia e, progressivamente, criptomoedas.
Desde então, analistas, investidores e líderes internacionais acompanham atentamente os desdobramentos. Além disso, o debate sobre democracia, reconstrução econômica e soberania voltou ao centro das atenções globais.
Defensora do Bitcoin e transição política da Venezuela
A defensora do Bitcoin María Corina Machado, líder histórica da oposição, aparece como a segunda favorita para liderar a Venezuela até o fim de 2026.
Dados do mercado de previsões Kalshi indicam 28% de probabilidade de ela assumir o comando do país, ficando atrás apenas de Edmundo González Urrutia, com 32%.
Enquanto isso, Delcy Rodríguez, vice-presidente e aliada direta de Maduro, soma 27% das apostas após ter assumido a presidência interina. Portanto, o cenário segue altamente competitivo e instável.
Machado ganhou projeção internacional não apenas por sua oposição ao regime autoritário, mas também por defender liberdades econômicas, direitos humanos e o uso do Bitcoin como alternativa ao colapso monetário venezuelano.
Defensora do Bitcoin aposta em reformas e liberdade econômica
Se María Corina Machado, defensora do Bitcoin, assumir o poder, especialistas preveem uma alteração considerável na gestão econômica do país.
A proposta abrange reformas voltadas para o livre mercado, incentivo aos investimentos estrangeiros e diminuição do controle governamental.
Além disso, Machado defende o uso do Bitcoin como ferramenta de proteção patrimonial. O bolívar perdeu mais de 99,99% do poder de compra desde 2013, o que forçou milhões de venezuelanos a buscar alternativas.
Segundo a líder opositora, o Bitcoin funcionou como uma linha de vida durante a hiperinflação, permitindo que famílias preservassem recursos e realizassem transferências internacionais.
Bitcoin como linha de vida para os venezuelanos
Em entrevista concedida no fim de 2024, a defensora do Bitcoin María Corina Machado afirmou que a criptomoeda ultrapassou o papel humanitário. Para ela, o Bitcoin se tornou um instrumento de resistência econômica.
Mais de 8 milhões de venezuelanos deixaram o país desde o início do governo Maduro. Nesse processo, criptomoedas ajudaram no envio de remessas e no financiamento da sobrevivência fora do país.
Portanto, a possível adoção do Bitcoin como ativo estratégico ganha força dentro do debate sobre reconstrução nacional.
Trump, Venezuela e o interesse no petróleo
Apesar do apoio popular, Machado enfrenta resistência externa. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que não acredita que ela reúna apoio interno suficiente.
No entanto, analistas políticos contestam essa avaliação e destacam forte respaldo popular dentro e fora da Venezuela.
Ao mesmo tempo, Trump deixou claro o interesse direto no petróleo venezuelano. A Venezuela possui as maiores reservas do mundo, mas enfrenta infraestrutura sucateada, insegurança jurídica e produção reduzida.
A retomada da indústria petrolífera exige investimentos bilionários, estabilidade política e mudanças legais profundas. Atualmente, o país produz cerca de 900 mil barris por dia, muito abaixo do pico histórico de mais de 3 milhões.
Hoje, apenas a Chevron atua de forma limitada, por meio de parcerias com a estatal PDVSA. Além disso, o histórico de nacionalizações e disputas judiciais afasta novas empresas.
Economistas defendem um plano robusto de estabilização, semelhante a um Plano Marshall, para restaurar a confiança internacional e reconstruir o setor energético.
Mineração de Bitcoin sob repressão estatal
Enquanto isso, o Partido Socialista Unido mantém um histórico de repressão à mineração de Bitcoin. O governo fechou instalações e apreendeu equipamentos, alegando irregularidades energéticas.
Esse contexto reforça o contraste entre o modelo defendido por Machado e o legado do regime de Maduro.




