Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou tarifas de 25% a 40% sobre produtos de 14 países e lançou um ETF de criptomoedas proposto por sua empresa.
Entre os países impactados pelas novas tarifas, estão Japão, Coreia do Sul, Indonésia, Tailândia e África do Sul.
A medida foi justificada como uma forma de combater déficits comerciais dos EUA e pressionar países que não responderam aos encargos tarifários com acordos.
Impacto do novo ETF de Trump no mercado financeiro
O Truth Social Crypto Blue Chip, fundo negociado em bolsa (ETF) proposto pela Trump Media & Technology Group, empresa ligada ao presidente dos EUA, está buscando refletir o desempenho de criptomoedas como:
- Bitcoin (70%)
- Ethereum (15%)
- Solana (8%)
- Cronos (5%)
Como resultado, as ações da Trump Media subiram quase 4% após o anúncio. Esse ETF é visto como um passo importante para institucionalizar o mercado cripto, especialmente por vir de uma figura política influente.
Dessa forma, a inclusão do token Cronos (CRO) chamou atenção, já que é uma altcoin menos conhecida. A justificativa utilizada é a parceria com a exchange Crypto.com.
Devido a esse fator, a inclusão da Cronos (CRO) no ETF cripto proposto por Trump revela uma jogada estratégica, reforçando a parceria e impulsionando uma altcoin emergente com forte integração operacional.
Assim, o movimento diferencia o fundo dos concorrentes e testa os limites da regulação de criptomoedas nos EUA.
Esse é o terceiro pedido de ETF cripto feito pela Trump Media em 2025, mostrando uma estratégia agressiva de entrada no setor.
Além disso, essa movimentação dupla mostra como política e finanças digitais estão cada vez mais entrelaçadas.
Enquanto as tarifas geram instabilidade e derrubam preços, o ETF cripto proposto por Trump pode ser um catalisador para adoção institucional das criptomoedas.
Regulação impulsiona ETFs cripto nos EUA
Apesar da tensão geopolítica, o BTC se manteve estável entre US$ 108 mil e US$ 109 mil, sustentado por fluxo institucional via ETFs e expectativa de rompimento da resistência em US$ 110 mil.
Isso indica que essa movimentação ocorre em um contexto de flexibilização regulatória nos EUA, com a SEC aprovando ETFs à vista para Bitcoin e Ethereum e classificando esses ativos como commodities.
Essas mudanças abrem caminho para maior participação de investidores institucionais e aceleram a criação de produtos financeiros cripto cada vez mais conectados ao mercado tradicional.
Criptomoedas ao alcance de todos
Com ETFs cripto sendo negociados em bolsas tradicionais, qualquer pessoa pode investir em Bitcoin ou Ethereum com a mesma facilidade de comprar ações, mas sem precisar lidar com carteiras digitais, chaves privadas ou plataformas complexas.
Isso democratiza o acesso ao mercado cripto, tornando-o mais seguro, transparente e acessível para investidores comuns, inclusive no Brasil, onde produtos semelhantes já começam a surgir.
Sendo assim, será essa a virada institucional definitiva para as criptomoedas?


