Stablecoins, moedas digitais lastreadas em ativos como Real, Dólar ou até mesmo ouro, movimentaram bilhões no Brasil em meio ao avanço do mercado de criptomoedas.
Em um ano, o Brasil registrou mais de R$ 240 bilhões em transações com stablecoins em 2024. Isso representa uma fatia gigantesca do mercado cripto nacional.
Criptomoedas estáveis, como as stablecoins, têm sido a principal porta de entrada para novos investidores no mercado cripto brasileiro. Isso ocorre por serem menos voláteis que ativos como Bitcoin ou Ethereum, e possuírem um grande diferencial frente ao sistema tradicional.
Com isso, esse número impressionante mostra que as stablecoins estão ganhando espaço de vez no sistema financeiro nacional, com destaque para:
- USDT (Tether) – pareada ao dólar;
- USD Coin (USDC) – também indexada ao dólar;
- BRZ – pareada ao real.
Juntas, essas três stablecoins foram responsáveis por R$ 233 bilhões em transações.
Regulamentação: avanço nos EUA, expectativa no Brasil
Senado dos EUA aprovou uma regulamentação histórica para stablecoins. O projeto de lei conhecido como Genius Act, que estabelece regras federais para stablecoins, foi aprovado em junho e segue dando esperança para esse novo cenário.
A proposta exige reservas equivalentes aos ativos emitidos, auditorias periódicas e transparência, sendo considerada um marco regulatório e para o setor.
Isso porque as moedas digitais pareadas a moedas fiduciárias estão cada vez mais integradas ao sistema financeiro tradicional.
Brasil na liderança cripto global
Apesar da popularidade, o Brasil ainda não tem uma regulamentação específica para stablecoins.
O setor aguarda definições do Banco Central e do Marco Legal dos Criptoativos, exigindo atenção dos investidores, principalmente em relação à segurança e à transparência dos emissores.
No entanto, essa movimentação mostra que o Brasil está se tornando um dos protagonistas no uso de criptoativos para fins práticos e financeiros.


