O café da manhã “Child Lens for Blockchain” reuniu executivos na Bienal de São Paulo para discutir educação financeira, inclusão digital e o papel das tecnologias emergentes na formação das próximas gerações.
A seguir:
- O que foi o encontro promovido pela UNICEF no TokenNation e qual a agenda por trás dele
- Os dados da Coalizão Game Changers e por que blockchain entra no currículo em 2026
- O que a presença da UNICEF num evento de blockchain diz sobre a maturidade do setor
O segundo dia do TokenNation 2026 começou de forma diferente. Em vez de painéis sobre tokenização ou preços de ativos, a abertura foi uma conversa sobre crianças.
O café da manhã “Child Lens for Blockchain”, promovido pela UNICEF com apoio do TokenNation, reuniu executivos e parceiros institucionais no Pavilhão da Bienal de São Paulo na manhã de 2 de junho. O tema: como tecnologias emergentes — blockchain, IA, educação financeira digital — podem ampliar oportunidades para crianças e jovens brasileiros.
Felipe Gonzalez, Innovation Officer da UNICEF Brasil, que participou do encontro, sintetizou a proposta da organização no evento: “Nosso objetivo é conectar o universo corporativo a iniciativas de impacto do terceiro setor.”
A Coalizão Game Changers e o que muda em 2026
O encontro no TokenNation acontece num momento de expansão real para a UNICEF. A Coalizão Game Changers, iniciativa liderada pelo Escritório de Inovação da UNICEF, já alcançou mais de 642 mil jovens, pais e professores em oito países: Armênia, Brasil, Camboja, Índia, Cazaquistão, Malásia, Marrocos e África do Sul. Meninas representam 52% das pessoas impactadas até o momento. TokenNationTokenNation
A nova fase da coalizão introduz módulos de educação financeira e IA ao currículo, com conteúdos sobre blockchain previstos para ao longo de 2026. Não é um dado periférico. É a UNICEF dizendo, de forma concreta, que blockchain passou de tema de adultos para tema de formação básica de jovens. Free Classificados
O Brasil já está dentro desse programa desde o lançamento. Ter a UNICEF no TokenNation não é só relações públicas é continuidade de uma agenda que já tem dados de campo.

Por que isso importa para o ecossistema cripto
Há anos o mercado de blockchain discute adoção em massa. A maioria das conversas termina em exchange, liquidez e regulação. O encontro promovido pela UNICEF aponta para outro vetor: educação.
A lógica é direta. Populações que não entendem como sistemas financeiros digitais funcionam não adotam ou adotam mal, como alvo de fraudes. Preparar jovens para compreender blockchain, IA e educação financeira antes que precisem usar essas ferramentas é infraestrutura de adoção de longo prazo.
“Inovação e desenvolvimento social não são agendas paralelas, mas complementares”, afirmou a UNICEF no comunicado do evento. Essa frase, dentro de um evento de blockchain, diz algo sobre onde o setor está chegando.
A abertura do segundo dia com essa agenda não foi casual. O evento vem ampliando sua proposta para além de negócios e tecnologia. O maior acervo de arte digital da América Latina está no mesmo espaço que os painéis do Palco Onchain. Agora, a UNICEF entra com impacto social.
O café da manhã com a UNICEF foi uma hora de conversa numa programação de dois dias. Mas o simbolismo de abrir o segundo dia com esse tema diz algo que painéis de tokenização raramente dizem: tecnologia que não chega às novas gerações não é futuro, é presente mal distribuído.


