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Mark Zuckerberg tentará integrar stablecoins às suas plataformas

Após o fracasso da Libra, a Meta planeja integrar stablecoins ao WhatsApp e Instagram. Entenda o impacto do “Genius Act” e a parceria com a Stripe.

Mark Zuckerberg tentará integrar stablecoins às suas plataformas

Depois de toda a polêmica da criptomoeda Libra, mais tarde renomeada para Diem, o fundador da Meta (Facebook), Mark Zuckerberg, tem novos planos para as stablecoins.

Uma notícia da Bloomberg confirmou que a empresa pretende integrar criptomoedas do tipo às suas redes sociais. Os testes iniciais utilizarão stablecoins já existentes, de acordo com a agência de noticias.

Para colocar a iniciativa em prática, haverá integração com uma outra empresa não revelada para facilitar pagamentos.

As informações apareceram primeiro em uma reportagem do Coindesk, segundo a qual a Meta estaria tentando criar sua própria stablecoin. Porém, a notícia foi negada por Andy Stone, porta-voz da empresa.

Também de acordo com o Coindesk, uma fonte não identificada da Meta mencionou que a empresa de infraestrutura tecnológica para pagamentos Stripe poderia ajudar no piloto do novo projeto.

A Stripe é uma fintech americana especializada em infraestrutura de pagamentos digitais, que fornece tecnologia para empresas integrarem cobrança online, recorrência e serviços financeiros em seus sistemas.

Caso Libra

A primeira vez em que o nome de Zuckerberg foi associado a criptomoedas foi em 2019, quando o fundador da Meta anunciou que criaria a Libra. A moeda digital seria lastreada em uma cesta de moedas fortes, como o dólar e o euro, e permitiria pagamentos dentro e fora das plataformas da empresa, tais quais Facebook, WhatsApp e Instagram.

No entanto, o projeto de Zuckerberg naufragou sob a pressão regulatória, com governos e bancos centrais apontando para riscos à soberania monetária, impactos na estabilidade financeira e questões de privacidade e uso de dados.

Depois de diversas empresas do consórcio Libra abandonarem o negócio, ele foi renomeado para Diem e tentou renascer como uma iniciativa de stablecoin. Mesmo assim, não recebeu aprovação regulatória e acabou abandonado em 2022.

Regulação mais favorável

Com o republicano Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, Zuckerberg espera que a nova empreitada obtenha sucesso onde as demais fracassaram. Trump se autoproclamou o “primeiro cripto presidente” na campanha de 2024 e recebeu amplo apoio do setor de criptoativos.

No poder, Trump colocou na presidência da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) um nome simpático às criptomoedas (Paul Atkins) e criou um grupo de trabalho na Casa Branca para ativos digitais.

Fora isso, o Congresso dos EUA aprovou no ano passado uma regulamentação para stablecoins chamada “Genius Act”. A lei impulsionou este mercado no país ao trazer maior segurança jurídica para quem quer lançar criptomoedas atreladas ao valor de moedas soberanas tradicionais.

A Meta de Zuckerberg é uma empresa com mais de 3 bilhões de usuários entre suas três plataformas de redes sociais mais bem sucedidas. A ideia de ampliar a atuação para pagamentos digitais é antiga e passa muito pela adoção de criptoativos.

A própria ideia de metaverso que levou à criação do nome “Meta” tem a ver com o uso de propriedade digital que os criptoativos permitem. O “rebranding” veio em meio à febre dos tokens não-fungíveis (NFTs) e dos metaversos como Decentraland e The Sandbox.

Concorrência

Levar pagamentos às redes da Meta também é uma ideia de começar uma corrida com quem já tem iniciativas do tipo no radar. É o caso do Telegram, que já é integrado à blockchain TON, e do X (antigo Twitter), que já manifestou interesse em implementar algo do tipo.

A disputa entre Zuckerberg e Elon Musk, atual dono do X, é de longa data e ganhou força principalmente com a introdução do Threads, rede social da Meta que tentava competir com o Twitter.

No auge da rivalidade, surgiu até a possibilidade de uma luta entre os dois em um octógono de MMA. O presidente do UFC, Dana White, chegou a treinar com Zuckerberg para o evento, e disse que seria “a maior luta de todos os tempos”.

O novo movimento do dono da Meta deve reacender a briga entre os empresários. Mesmo que não seja provável que o confronto se estenda aos octógonos.