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Bitcoin entra na estratégia dos EUA em disputa com a China

Comandante do Indo-Pacífico surpreende Senado americano ao elogiar o Bitcoin como ferramenta de defesa nacional e escudo geopolítico contra a China.

Bitcoin como ferramenta estratégica em debate no Senado dos EUA com cenário tecnológico e geopolítico

A seguir: 

  1. O Almirante Paparo afirmou ao Senado que o Bitcoin funciona como recurso de defesa nacional, capaz de impor custos elevados a adversários cibernéticos por meio dos protocolos de prova de trabalho.
  2. Estrategistas do partido comunista chinês elaboraram um relatório monitorando o Bitcoin como reserva de valor global, o que confirma a dimensão geopolítica do ativo no confronto entre EUA e China.
  3. O evento marca a primeira vez que um comandante de combate americano defende publicamente o Bitcoin em audiência oficial, reforçando o papel do ativo nas discussões de segurança nacional.

O comandante do Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos surpreendeu o Congresso nesta quarta-feira (22) ao defender publicamente o Bitcoin como ferramenta estratégica de defesa nacional.

O Almirante Samuel Paparo prestou depoimento ao Comitê de Serviços Armados do Senado e argumentou que a criptomoeda representa um recurso concreto de projeção de força frente aos avanços geopolíticos da China.

A sessão tinha como foco principal as discussões sobre o orçamento de segurança para o ano fiscal de 2027.

No entanto, o assunto ganhou um contorno inédito quando o senador Tommy Tuberville questionou Paparo sobre de que forma a liderança americana no setor de criptoativos impacta a dissuasão bélica contra Pequim.

A partir daí, o almirante entrou em detalhes que raramente aparecem em audiências do tipo.

Bitcoin como instrumento de segurança cibernética

Paparo explicou ao plenário a estrutura técnica da rede Bitcoin com foco nos benefícios práticos para a defesa nacional.

Segundo ele, os protocolos de prova de trabalho impõem custos elevadíssimos a qualquer adversário que tente comprometer as defesas das redes de segurança.

Esse mecanismo vai além da proteção algorítmica convencional e dificulta ataques cibernéticos coordenados por potências estrangeiras.

O almirante também definiu o Bitcoin como uma rede de transferência de valor ponta a ponta que opera sem a necessidade de confiança em terceiros.

Essa característica descentralizada elimina a dependência de um banco central para validar transações entre cidadãos ao redor do mundo, o que, na visão de Paparo, representa uma vantagem estratégica relevante em cenários de conflito ou sanção econômica.

“O Bitcoin demonstra um potencial incrível como ferramenta da ciência da computação que, por meio dos protocolos de prova de trabalho, impõe custos que vão além da segurança algorítmica das redes”, declarou o almirante diante dos senadores. Ele acrescentou que o ativo possui “aplicações realmente importantes em ciência da computação para a segurança cibernética”.

China monitora Bitcoin como reserva de valor global

O depoimento de Paparo ganhou ainda mais peso quando ele mencionou um relatório elaborado por estrategistas financeiros do partido comunista chinês.

O documento asiático analisa o Bitcoin especificamente como uma reserva de valor de alcance global, e surgiu, segundo o almirante, em resposta a um estudo do Instituto de Política do Bitcoin (BPI) sobre a posse estatal de criptomoedas.

O fato de Pequim monitorar de perto o avanço do ativo revela que a disputa pelo protagonismo no ecossistema cripto já integra o tabuleiro geopolítico das grandes potências. Para Paparo, ignorar essa dimensão seria um erro estratégico para Washington.

Nações usam Bitcoin para contornar bloqueios financeiros

Sam Lyman, chefe de pesquisa do BPI, comentou o impacto das declarações do almirante para a trajetória global do Bitcoin.

Para ele, os debates no Senado confirmam o papel geopolítico crescente do ativo na blindagem das riquezas nacionais em períodos de tensão.

Lyman também lembrou que outros governos já aplicam o Bitcoin com objetivos semelhantes em zonas de comércio intenso.

O Irã, por exemplo, já aceita pagamentos com a criptomoeda em pedágios no Estreito de Ormuz para driblar bloqueios financeiros impostos por organismos internacionais.

Esse precedente mostra que o uso estatal do ativo deixou de ser teoria e passou a operar na prática.

O evento marca um momento histórico: pela primeira vez, um comandante de combate americano defendeu publicamente uma criptomoeda em audiência oficial.

A declaração de Paparo tende a reacender o debate sobre a inclusão do Bitcoin nas estratégias formais de segurança nacional dos Estados Unidos e coloca ainda mais pressão sobre legisladores que ainda tratam o tema com ceticismo.

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