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China acusa os EUA de hack de Bitcoin envolvendo 127 mil BTC

China acusa os EUA de envolvimento no maior hack de Bitcoin, com mais de 127.000 BTC apreendidos. Entenda a disputa geopolítica

A disputa entre China e EUA pelo controle de Bitcoins após hack da LuBian

Resumo dos três principais pontos da notícia

  1. China acusa os EUA de envolvimento direto no maior hack de Bitcoin já registrado, relacionado ao pool de mineração LuBian.
  2. Mais de 127.000 BTC foram apreendidos e estariam sob controle do governo norte-americano desde 2024.
  3. O caso acirra a disputa geopolítica entre China e EUA pelo domínio sobre o ecossistema do Bitcoin.

A recente disputa entre China e Estados Unidos ganhou um novo capítulo ano setor cripto. O Centro Nacional de Resposta a Emergências de Vírus de Computador da China (CVERC) acusou oficialmente os Estados Unidos de estarem envolvidos no maior hack de Bitcoin da história, relacionado ao pool de mineração LuBian. O caso envolve 127.000 Bitcoins, avaliados em US$ 14,5 bilhões, e levanta questionamentos sobre como o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) teria obtido acesso aos fundos roubados, conforme notificado pelo Cointelegraph.

China acusa os EUA de envolvimento em hack histórico de Bitcoin

De acordo com o relatório divulgado pelo CVERC, o governo norte-americano teria assumido o controle dos Bitcoins antes mesmo de apresentar o pedido oficial de confisco, em outubro. O órgão chinês aponta que os 127.272 BTC foram movimentados em julho de 2024, quando o endereço identificado como “LuBian.com Hacker” enviou quase todo o saldo para outro endereço rotulado como “US Government: Chen Zhi Seized Funds”, segundo dados da Arkham Intelligence.

O documento ainda ressalta que os ativos permaneceram inativos por quatro anos após o ataque ocorrido em dezembro de 2020 — um comportamento atípico para hackers comuns, que costumam movimentar os fundos rapidamente para lucrar.

“Esse padrão sugere uma operação organizada e precisa, possivelmente conduzida por uma estrutura estatal”, destacou o relatório do CVERC.

Bitcoin, LuBian e a disputa geopolítica

O pool de mineração LuBian, um dos maiores da China até 2020, foi alvo de um ataque massivo que resultou no roubo dos Bitcoins agora em disputa. A história voltou à tona após a Arkham classificar o caso como “o maior hack de Bitcoin da história”.

Posteriormente, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou a apreensão oficial dos ativos, chamando o ato de “maior medida de confisco já realizada pelo DOJ”. O problema é que, segundo a agência chinesa, os EUA já possuíam acesso aos fundos antes da decisão judicial, o que levanta suspeitas de um possível envolvimento direto.

O CVERC reforçou que os EUA não explicaram como obtiveram acesso às carteiras digitais nem apresentaram detalhes técnicos sobre a recuperação dos Bitcoins. A acusação reacende tensões políticas e econômicas entre as duas potências, em um momento em que o uso do Bitcoin e de tecnologias blockchain se torna cada vez mais estratégico.

Mensagens e tentativas de negociação fracassadas

O relatório chinês também revelou que Chen Zhi, fundador do Prince Group e suposto proprietário dos Bitcoins da LuBian, tentou diversas vezes negociar a devolução dos fundos. Segundo o CVERC, Zhi enviou pequenas transações de cerca de US$ 23 cada ao endereço do hacker, com mensagens on-chain pedindo o reembolso e oferecendo recompensas.

Nenhuma resposta foi registrada, o que, para o órgão chinês, reforça a hipótese de que não se tratava de um grupo de hackers convencional, mas sim de uma operação controlada por um Estado.

Estados Unidos dominam o mercado de Bitcoin, aponta Arkham

Atualmente, o conjunto de Bitcoins apreendidos da LuBian representa 39% dos mais de 326.000 BTC (equivalentes a US$ 34 bilhões) sob custódia de endereços vinculados ao governo dos EUA, conforme dados da Arkham.

Esses números colocam o país como um dos maiores detentores de Bitcoin do mundo, superando inclusive várias empresas e fundos privados.

Em meio a essa polêmica, o ex-presidente Donald Trump afirmou recentemente, em entrevista à CBS News, que os EUA estão “muito à frente da China” em adoção de criptomoedas. Para ele, a China apenas “começa agora a entrar com força total” nesse setor.

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