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Bitcoin fecha agosto com melhor performance desde 2017; ETFs confirmam demanda real

Bitcoin sobe 24,9% em agosto, melhor mês desde 2017. ETFs recebem US$ 2,86 bilhões. Suporte crítico em US$ 77 mil.

Bitcoin fecha agosto com melhor performance desde 2017; ETFs confirmam demanda real

O Bitcoin encerrou agosto com performance histórica. A moeda digital subiu aproximadamente 25% no mês, seu melhor desempenho para agosto desde 2017. Nesta semana, negocia próximo de US$ 78,5 mil (R$ 408,2 mil).

A seguir:

  • Bitcoin encerra agosto com alta de 24,9%, seu melhor mês desde 2017; negocia em US$ 78,5 mil
  • ETFs de Bitcoin recebem US$ 1,92 bilhão na semana da disparada e US$ 924 milhões depois, sinalizando demanda institucional real
  • Consolidação em US$ 78 mil depende de suportes em US$ 77 mil; resistência em US$ 80 mil

Agosto é tradicionalmente um dos meses mais difíceis para Bitcoin. Será apenas a quarta vez que o ativo termina agosto no positivo.

Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin, avaliou:

“O grande destaque, porém, está no desempenho mensal. O Bitcoin encerra agosto com alta próxima de 24,9%, seu melhor mês de agosto desde 2017, quando avançou 63,6%. Historicamente, agosto é justamente um dos meses mais difíceis para o ativo, e esta será apenas a quarta vez em que termina o período no positivo.”

Suportes e resistências: mapa do próximo movimento

Os níveis técnicos são claros. O suporte crítico está em US$ 77 mil. A perda dessa região abriria espaço para queda até US$ 75 mil. Em correção mais profunda, a média móvel de 200 dias entre US$ 69 mil e US$ 70 mil seria próximo alvo.

A resistência imediata permanece em US$ 80 mil.

Durante o fim de semana, o Bitcoin não rompeu os US$ 80 mil, mas também mostrou força ao defender US$ 77 mil mesmo com piora nas tensões EUA-Irã e alta no petróleo.

“Chama atenção o Bitcoin ter conseguido preservar os US$ 77 mil mesmo diante dessa piora.” Afirma Fontes.

ETFs: o sinal mais construtivo do mercado

A confirmação mais importante vem dos ETFs de Bitcoin à vista. Na semana da grande disparada, os produtos captaram US$ 1,92 bilhão, a melhor semana de 2026.

Crucialmente, em vez da típica realização após alta, os ETFs de Bitcoin receberam mais US$ 924 milhões na semana seguinte. Isso contrasta com junho e julho, quando perderam US$ 6,94 bilhões no total.

Fontes resume a mudança dinâmica:

“A leitura é simples: o fluxo saiu de forte retirada para entrada consistente, sem devolver o capital logo após a disparada. Isso aumenta a evidência de que o movimento recente teve demanda real, e não apenas um short squeeze ou uma alta movida por alavancagem.”

Geopolítica e petróleo: riscos iminentes

A trégua informal entre EUA e Irã deteriorou. Após operação americana na região do Estreito de Ormuz, Irã respondeu com ataques. A escalação elevou o petróleo Brent acima de US$ 93.

Para criptoativos, o principal risco é indireto: petróleo mais caro encarece energia e produção, dificultando controle inflacionário pelo Federal Reserve. O mercado agora atribui cerca de 60% de probabilidade para alta de juros já em setembro.

Apesar disso, Bitcoin preservou suportes. A manutenção dessa resiliência depende de não-escalação adicional geopolítica.

Consolidação construtiva em US$ 78 mil

A análise de médio prazo aponta para consolidação como fase natural. Noah Cheung, country manager da Bitget no Brasil, avalia:

“A manutenção da região de US$ 75.000–US$ 77.000 ajudaria a preservar a atual estrutura de alta, enquanto uma movimentação sustentada acima de US$ 80.000–US$ 81.000 voltaria a colocar a faixa entre US$ 80.000 e US$ 85.000 no radar.”

Cheung complementa a perspectiva:

“A perspectiva de médio prazo continua construtiva. As preocupações fiscais, a retomada da demanda por ETFs e a melhora da liquidez no mercado spot sugerem que o movimento tem um suporte mais amplo do que apenas o fechamento de posições vendidas.”

Solana aprova redução mais rápida de emissão

Solana concluiu sua primeira votação vinculante de governança na blockchain. O protocolo aprovou mudança na política de emissão de SOL, dobrando o ritmo de redução da inflação anual. A emissão mínima de 1,5% ao ano será alcançada em 2029, em vez de 2032.

Isso significa aproximadamente 18,9 milhões de SOL a menos sendo criados nos próximos seis anos. Se demanda continuar crescendo enquanto criação de novos tokens diminui, a dinâmica fica mais favorável.

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