O Bitcoin lidera o mercado de criptomoedas na América Latina, com 53% de participação em carteiras digitais. No Brasil, investidores apostam não apenas no Bitcoin, mas também em altcoins e stablecoins.
O Bitcoin mantém sua liderança no mercado de criptomoedas na América Latina, segundo o relatório Panorama Cripto na Região: Resumo do Primeiro Semestre de 2024, da Bitso.
Este estudo revelou que 53% das carteiras de criptomoedas na região contêm Bitcoin, destacando a moeda como a preferida em um cenário de incertezas econômicas.
No Brasil, o interesse por criptomoedas cresce continuamente, impulsionado por investidores buscando alternativas seguras e oportunidades de valorização.
A dominância do Bitcoin reflete sua aceitação como reserva de valor e sua resiliência diante da volatilidade econômica.
Com eventos recentes, como o quarto halving do Bitcoin e a aprovação de ETFs lastreados em Bitcoin e Ethereum, a popularidade dessa criptomoeda atingiu novos patamares.
Crescimento das Criptomoedas na América Latina
A América Latina se consolida como um mercado estratégico para o crescimento das criptomoedas. Países como Brasil, México, Argentina e Colômbia têm registrado uma maior adesão aos criptoativos, motivada tanto por questões econômicas locais quanto por avanços na regulamentação.
O relatório da Bitso destacou que o Brasil é o segundo maior mercado de Bitcoin na região, com 24% do volume total de compras, ficando atrás apenas do México, com 30%.
Outro dado interessante aponta para o aumento significativo na aquisição de altcoins e memecoins.
Por exemplo, a criptomoeda Solana experimentou um crescimento expressivo de 677% no último ano, sendo reconhecida por sua eficiência em transações rápidas e de baixo custo.
Já memecoins como Pepe subiram de 1% para 7% na preferência dos investidores.
Stablecoins ganham espaço no Brasil e na região
Embora o Bitcoin lidere o mercado, as stablecoins, como USDT e USDC, vêm ganhando destaque, especialmente em países com alta inflação, como a Argentina.
Essas moedas, atreladas a ativos mais estáveis, representam 36% das carteiras de criptomoedas na América Latina, um crescimento notável em comparação ao semestre anterior.
No Brasil, o uso de stablecoins reflete a busca por alternativas que protejam contra a desvalorização do real e a volatilidade econômica.
Jovens investidores brasileiros e a diversificação
No Brasil, a adesão às criptomoedas tem sido ainda mais evidente entre os jovens. Eles demonstram interesse crescente por altcoins e projetos inovadores, mesmo reconhecendo os riscos associados.
Essa tendência contribui para a diversificação do portfólio, evidenciando um mercado cada vez mais maduro e preparado para lidar com os altos e baixos do universo cripto.
Além disso, o Bitcoin permanece como uma das principais escolhas dos brasileiros. A moeda digital não só oferece proteção contra a inflação, mas também funciona como uma alternativa de investimento diante da instabilidade do mercado financeiro tradicional.


