A fintech brasileira de cashback, Méliuz (CASH3), deu um passo importante no mercado de criptomoedas nesta segunda-feira (23), ao se tornar a maior detentora pública de Bitcoin (BTC) na América Latina.
A Méliuz acaba de anunciar a compra de mais 275,43 BTC, adquiridos por US$ 28,61 milhões após uma oferta recente de ações.
Com essa nova aquisição, a fintech passa a ocupar a 36ª posição no ranking global de empresas listadas com maior volume de bitcoin em carteira, de acordo com dados da própria companhia.
A empresa agora possui 595,67 BTC, consolidando sua posição de destaque entre as companhias listadas na região com tesouro focado em criptoativos.
O preço médio de aquisição dos novos bitcoins foi de US$ 102.702,84 por unidade.
Além disso, a empresa reportou um rendimento de 908% sobre seu investimento em BTC, índice calculado com base no desempenho do bitcoin por ação.
Essa métrica, comum entre empresas com reservas em criptomoedas, posiciona a Méliuz entre as líderes em retorno percentual no setor.
Para fins de comparação, o rendimento de outras companhias com tesouro em bitcoin foi:
- The Blockchain Group: 1.173%
- Metaplanet (3350): 266,07%
- Semler Scientific (SMLR): 26,7%
- MicroStrategy (MSTR): 19,1% no acumulado do ano
A Méliuz, que já atende mais de 30 milhões de usuários no Brasil, vê seus investimentos em cripto refletirem também no mercado acionário.
As ações da empresa subiram 0,15% recentemente e acumulam uma valorização de quase 160% em 2025 até o momento.
Recentemente, a empresa anunciou que quer incentivar uma “onda de adoção institucional” de Bitcoin no Brasil.
“Esperamos ser um precursor aqui no Brasil, levantar a bandeira que todo mundo vai ter uma alocação por acreditar na moeda”, disse o diretor de Relações com Investidores da empresa.


