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Méliuz anuncia recompra de ações em competição com OrangeBTC na B3

Méliuz anuncia recompra de ações e acirra disputa com OrangeBTC na B3 em meio à valorização de ativos.

Méliuz recompra ações e desafia OrangeBTC. Imagem: IA

O Méliuz (CASH3) anunciou um programa de recompra de ações que pode movimentar até 10% dos papéis em circulação. A iniciativa ocorre em meio à valorização expressiva da companhia e à estreia da OrangeBTC (OBTC3) na B3, acirrando a disputa entre as duas empresas com foco em Bitcoin.

A recompra foi aprovada pelo Conselho de Administração e tem como objetivo aumentar o valor para o acionista, além de consolidar a posição da fintech mineira como referência no mercado de criptoativos.

Recompra de ações: estratégia e impacto no mercado

A recompra anunciada pelo Méliuz envolve até 9,1 milhões de ações, o equivalente a 10% do total em circulação. Dessa forma, a empresa busca otimizar sua alocação de capital e ampliar o retorno aos investidores. O movimento foi bem recebido pelo mercado, com as ações CASH3 subindo quase 6% no dia do anúncio.

Méliuz fortalece posição com tesouraria de Bitcoin

Além da recompra, o Méliuz reforça sua atuação como a primeira tesouraria de Bitcoin do Brasil. Com 604,69 BTC em caixa, o valor de mercado da empresa gira em torno de R$ 479 milhões.

Sendo assim, o programa de recompra pode elevar o número de bitcoins por ação, caso os papéis recomprados sejam cancelados.

OrangeBTC estreia e desafia liderança

A chegada da OrangeBTC à B3 marca a entrada da primeira empresa 100% voltada ao Bitcoin na América Latina. Inclusive, a estreia da OBTC3 intensifica a concorrência com o Méliuz, que já acumula valorização histórica de 2.668%.

Em resumo, o cenário aponta para uma disputa direta pela liderança no segmento de criptoativos listados na Bolsa brasileira.

Méliuz e OrangeBTC: disputa estratégica na B3

A rivalidade entre Méliuz e OrangeBTC se desenha como um dos embates mais relevantes do setor cripto na B3.

A recompra de ações é vista como uma resposta direta à entrada da concorrente, além de sinalizar confiança na valorização futura dos papéis.

Méliuz aposta em fundamentos sólidos

  • Lucro líquido de R$ 47,9 milhões no segundo trimestre de 2025
  • EBITDA de R$ 75,6 milhões no acumulado de 12 meses
  • Caixa de R$ 71,5 milhões e ausência de endividamento
  • Valorização anual de 66,54% nas ações CASH3

OrangeBTC mira expansão com foco exclusivo em Bitcoin

  • Listada como OBTC3 na B3 desde 7 de outubro de 2025
  • Primeira empresa da América Latina 100% dedicada ao Bitcoin
  • Estratégia voltada à consolidação no mercado de criptoativos

Assim sendo, ambas as companhias adotam caminhos distintos, mas com objetivos semelhantes: dominar o mercado de ativos digitais na Bolsa brasileira.

Avaliação de mercado e perspectivas futuras

A recompra de ações do Méliuz também foi antecipada por analistas do BTG Pactual, que destacaram a assimetria positiva da tese de investimento.

Segundo o banco, o negócio legado da empresa ainda pode ser relevante, mesmo com valor de mercado inferior a US$ 90 milhões.

Dados e projeções do BTG Pactual

O relatório do BTG aponta que, caso o negócio legado seja avaliado em cerca de R$ 200 milhões, o múltiplo EV/EBITDA ficaria abaixo de 3 vezes. Dessa forma, as ações poderiam subir até 35%. Igualmente, o banco prevê EBITDA de R$ 20 milhões no terceiro trimestre, acima da estimativa anterior de R$ 16 milhões.

Por fim, a disputa entre Méliuz e OrangeBTC promete movimentar o mercado nos próximos meses. A recompra de ações, somada à valorização dos ativos e à entrada de novos players, desenha um cenário competitivo e dinâmico para o setor de criptoativos na B3.

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