A Metaplanet, companhia japonesa de investimentos, anunciou nesta segunda-feira (16) a compra de mais 1.112 Bitcoins (BTC). Assim, elevando seu total de reservas para impressionantes 10.000 BTC.
A aquisição fortalece a posição da empresa como a maior detentora de Bitcoin da Ásia e a sétima maior entre as empresas de capital aberto no mundo.
Para viabilizar a nova compra, a Metaplanet emitiu US$ 210 milhões em títulos de cupom zero, estratégia financeira semelhante à utilizada por empresas como a Strategy.
Com isso, adquiriu os 1.112 BTCs por US$ 117,2 milhões, resultando em um preço médio de US$ 105.435 por unidade, conforme detalhou o CEO Simon Gerovich em publicação na plataforma X (antigo Twitter).
“Na data de 16/06/2025, possuímos 10.000 BTCs, adquiridos por um total de US$ 947 milhões, com preço médio de US$ 94.697 por unidade”, declarou Gerovich.
Desde o início de 2025, a empresa aumentou sua reserva de Bitcoin em 266,1%, em uma estratégia clara de adoção institucional da criptomoeda como ativo estratégico de longo prazo.
Reconhecimento de Michael Saylor e apoio mútuo entre líderes do setor
A movimentação da Metaplanet não passou despercebida por Michael Saylor, fundador da Strategy (ex-MicroStrategy) e referência global em adoção institucional de Bitcoin.
Em uma publicação no X, ele parabenizou a empresa japonesa por seguir a mesma tese de acumulação de Bitcoin:
“Parabéns ao @Gerovich, @DylanLeClair_, e o time inteiro da MetaPlanet e comunidade societária”, declarou.
Saylor lidera a maior acumulação corporativa de BTC do mundo. Só entre 19 e 25 de maio de 2025, a Strategy comprou mais 4.020 BTC, investindo aproximadamente US$ 427 milhões. Atualmente, a companhia possui cerca de 580.250 BTCs em tesouraria, consolidando-se como referência no mercado.
No Brasil, Méliuz aposta em Bitcoin com nova oferta pública
O movimento institucional em direção ao Bitcoin também começa a ganhar força no Brasil. A Méliuz, empresa brasileira conhecida pelos serviços de cashback, anunciou em maio uma oferta pública primária de ações para captar até R$ 450 milhões — com o objetivo principal de investir em BTC.
A estratégia da Méliuz marca um novo posicionamento da companhia, que pretende se tornar a primeira empresa brasileira com uma tesouraria focada em Bitcoin.
Em comunicado, a empresa destacou que a intenção é maximizar a quantidade de BTC por ação, indo além da simples proteção contra inflação.


