O bitcoin dobrou de valor nos últimos 12 meses e deixou para trás investimentos tradicionais como ouro, ações da Petrobras, Vale e até commodities como o café.
De acordo com levantamento da Bitso, quem aplicou US$ 1.000 em bitcoin viu o valor chegar a US$ 1.981 no período — o equivalente a cerca de R$ 11 mil na cotação atual. Isso representa uma valorização de 98,1%, o melhor desempenho entre 15 ativos analisados.
Além disso, esse avanço expressivo do bitcoin acontece mesmo em meio a um cenário econômico global instável, marcado por tensões geopolíticas e reavaliações de políticas monetárias.
Ainda assim, a criptomoeda superou o rendimento de investimentos tradicionais e se consolidou como uma alternativa robusta para diversificação de portfólio.
Bitcoin supera ouro, prata e ações no Brasil
Ao analisar os últimos 12 meses, o bitcoin superou com folga diversos ativos. O ouro valorizou 39%, a prata subiu 25,3%, o café 21,5% e o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou com alta de 11,7%.
Em contraste, ações da Vale (-14%) e da Petrobras (-17%) acumularam perdas, assim como o petróleo, que caiu 19%.
A performance positiva do bitcoin se fortalece com o crescente apoio institucional e o otimismo em torno da regulamentação. A recente consolidação dos ETFs de bitcoin nos Estados Unidos e o aumento da adoção por grandes investidores contribuíram para que a criptomoeda atingisse um novo recorde histórico, superando os US$ 123 mil.

Regulação brasileira aumenta segurança dos investidores
No Brasil, o ambiente regulatório tem evoluído rapidamente. O Banco Central avança com diretrizes para exchanges, e mesmo diante de debates sobre a tributação dos criptoativos, o país se destaca como um dos mercados mais estruturados da América Latina.
Segundo dados da Chainalysis, 60,7% da atividade com criptomoedas no Brasil ocorre em exchanges centralizadas, bem acima da média global de 48,1%. Isso demonstra o nível de confiança dos investidores em plataformas que seguem padrões rigorosos de governança, compliance e integração com o sistema financeiro tradicional.
Bitcoin se consolida como protagonista nas finanças modernas
A Country Manager da Bitso no Brasil, Bárbara Espir, afirma que as criptomoedas já ocupam o mesmo patamar de ativos tradicionais.
“Com um desempenho que superou importantes ativos tradicionais no último ano, o bitcoin reforça sua posição como uma peça-chave nas estratégias de investimento atuais. A crescente adesão institucional, a maturidade regulatória, especialmente no Brasil, e o aumento da confiança dos investidores são sinais claros de que os criptoativos não apenas ganharam legitimidade, mas já ocupam um espaço central no futuro das finanças”, afirma.
Portanto, nos próximos meses, a tendência é que o papel do bitcoin continue crescendo, impulsionado pela combinação entre inovação, regulação e maior uso no cotidiano. Com isso, a criptomoeda não apenas ganha legitimidade, mas se posiciona no centro das finanças do futuro.


