A seguir:
- Candidato pró-Bitcoin defende reserva soberana de Bitcoin no Brasil
- Blockchain e transparência: outro pilar do candidato pró-Bitcoin
- Renan Santos ganhou projeção nacional como um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL)
O debate sobre criptomoedas entrou de vez no cenário político brasileiro. Em 2026, o país poderá ter, pela primeira vez, um candidato pró-Bitcoin disputando a Presidência da República.
Renan Santos, pré-candidato pelo Partido Missão, defende propostas que colocam o Bitcoin no centro da política econômica e da transparência pública.
Além disso, Santos afirma que o Brasil precisa acompanhar uma transformação global no uso de ativos digitais.
Segundo ele, ignorar o avanço do Bitcoin representa um risco estratégico para o país no médio e longo prazo.
Candidato pró-Bitcoin defende reserva soberana de Bitcoin no Brasil
Durante participação no podcast Manrasta Connection, Renan Santos declarou apoio explícito à criação de uma reserva soberana de Bitcoin, proposta que reforça sua imagem como candidato pró-Bitcoin nas eleições de 2026.
O político argumenta que a iniciativa segue exemplos internacionais e responde a mudanças estruturais no sistema financeiro global.
Segundo Santos, o Bitcoin pode atuar como proteção estratégica, especialmente em um cenário de instabilidade monetária e aumento da dívida pública.
Para ele, tratar o tema com seriedade deixou de ser algo marginal e passou a ser uma necessidade de política pública.
Atualmente, o Congresso Nacional analisa um projeto de lei que prevê a alocação de parte das reservas internacionais brasileiras em Bitcoin.
O texto propõe o direcionamento de até 5% dessas reservas para o ativo digital, o que amplia o debate institucional sobre o tema.
Blockchain e transparência: outro pilar do candidato pró-Bitcoin
Além da defesa do Bitcoin, Renan Santos também propõe o uso da tecnologia blockchain no setor público.
De acordo com o candidato pró-Bitcoin, essa ferramenta pode transformar a fiscalização das emendas parlamentares e reduzir drasticamente desvios de recursos.
Para Santos, a rastreabilidade oferecida pela blockchain cria um novo padrão de transparência, principalmente em um país marcado por escândalos envolvendo verbas públicas.
Ele afirma que o cidadão poderia acompanhar o caminho do dinheiro desde a liberação em Brasília até sua aplicação final.
As redes blockchain funcionam como registros digitais imutáveis. Dessa forma, qualquer tentativa de fraude ou manipulação se torna visível, o que fortalece o controle social e a confiança nas instituições públicas.
Conheça mais sobre Renan Santos, o candidato pró-Bitcoin de 2026
Renan Santos ganhou projeção nacional como um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL). Ele se destacou nas manifestações conhecidas como “Marchas pela Liberdade”, que tiveram papel central no debate político da última década.
Agora, como candidato pró-Bitcoin, Santos busca se apresentar como representante de uma “nova direita”. Ele se posiciona de forma crítica tanto ao governo Lula quanto aos grupos políticos que orbitam o bolsonarismo.
Santos também preside o Partido Missão, aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em novembro de 2025. Na prática, a legenda funciona como um braço político do MBL, permitindo ao grupo lançar candidaturas sem depender de alianças tradicionais.
Partido Missão inclui Bitcoin em plano político oficial
As propostas do Partido Missão estão reunidas no chamado “Livro Amarelo”, uma coletânea de seis volumes que detalha o programa político da legenda.
Entre os temas centrais, a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin no Brasil aparece de forma explícita.
Além disso, o partido defende combate rigoroso à corrupção, enfrentamento direto ao crime organizado, industrialização do Nordeste e responsabilidade fiscal.
Nesse contexto, o discurso pró-cripto surge como um diferencial competitivo da pré-campanha.
Candidato pró-Bitcoin aparece com 7% no Polymarket
Embora ainda apareça com números modestos nas pesquisas tradicionais, Renan Santos registra desempenho diferente nos mercados de previsão.
Segundo dados do Polymarket, o candidato pró-Bitcoin possui 7% de chances de vitória nas eleições de 2026.
Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em dezembro de 2025, Santos marcou 2% das intenções de voto. Já nomes como Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro aparecem à frente.
Mesmo assim, analistas destacam que o discurso pró-Bitcoin pode atrair eleitores jovens e conectados ao mercado digital.
O presidente Lula lidera ambos os levantamentos, mas especialistas avaliam que pautas inovadoras, como criptomoedas e blockchain, podem influenciar o cenário eleitoral ao longo de 2026.




