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Casa sobre Criptomoedas e Blockchain chega a aldeia indígena na Amazônia

Iniciativa pioneira ensina criptomoedas e blockchain em aldeia índigena na Amazônia, promovendo inclusão social.

Imagem de membros da tribo Suruí Paiter.

Na próxima terça-feira, 23, a Aldeia Gamir, localizada no coração da Floresta Amazônica, a 480 km de Porto Velho, Rondônia, dará um grande salto no campo da alfabetização digital, com acesso à criptomoedas, blockchain e contratos inteligentes.

Os Paiter-Suruí, que tiveram seu primeiro contato oficial com não indígenas há apenas 55 anos, estão se preparando para um novo capítulo em sua história com a implementação da Amazon Tech House.

Através da novidade, o objetivo é ensinar desde competências digitais básicas até conceitos mais complexos, tudo com foco no desenvolvimento sustentável.

“A cultura do meu povo e dos demais povos indígenas não estão presentes de forma autêntica nas transformações do mundo porque faltam meios e ferramentas para comunicação.” explica Uraan Anderson Suruí, cacique da Aldeia Gamir e vice-cacique geral do povo Paiter-Suruí, em reportagem ao O Globo.

Segundo Suruí, a iniciativa busca tornar a cultura indígena mais acessível e promover um futuro mais justo e desejável, através da blockchain.

Uraan Anderson Suruí, cacique da Aldeia Gamir. Foto: Divulgação.

“A blockchain, com sua imutabilidade e transparência, nos permite acreditar em informações autênticas. Nós, indígenas, podemos usar essa tecnologia para compartilhar nossa cultura e conhecimento, pensando juntos em um mundo mais empático, justo e transparente,” afirma o cacique formado em Ciências da Linguagem pela Universidade Federal de Rondônia e empreendedor em agricultura sustentável.

O povo Paiter-Suruí reside na Terra Indígena Sete de Setembro, abrangendo áreas de Cacoal, Rondônia, até Aripuanã, Mato Grosso, onde 28 aldeias abrigam mais de 1500 habitantes. 

Aldeia terá workshops, hackathons e muito mais!

A implementação da Tech House está a cargo da Play4Change, uma organização dedicada à transformação social usando tecnologias Web3

Após o lançamento, a casa deve sediar workshops, hackathons e outros eventos na aldeia, para promover a transformação digital, inclusão social e empoderamento das comunidades indígenas, explica Henrique Aragon, cofundador da Play4Change.

“Queremos capacitar jovens e membros das comunidades, oferecendo conhecimentos aplicáveis ao desenvolvimento social e econômico, mostrando como as tecnologias web3 podem ser usadas para promover o bem social,” conclui Aragon.

Última atualização em 31/08/24 por Viviane Pedro

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