O mercado de criptomoedas pode estar à beira de uma transformação estrutural. Samson Mow, ex-diretor da Blockstream e atual CEO da Jan3, alertou para uma possível divisão de preços do bitcoin.
Segundo ele, o fenômeno seria semelhante ao que ocorre com o “Dólar Blue” na Argentina, onde múltiplas cotações coexistem. A preocupação surge com o avanço dos ETFs de bitcoin, que podem criar uma separação entre o ativo negociado institucionalmente e aquele mantido em autocustódia.
Dessa forma, o bitcoin pode deixar de ter um único valor de referência, o que traria implicações profundas para investidores, reguladores e o próprio conceito de descentralização.
A divisão de preços do bitcoin: o alerta de Samson Mow
A fala de Mow reacendeu debates sobre a natureza do bitcoin e sua relação com o sistema financeiro tradicional.
Ele argumenta que o ativo, por definição, existe fora do alcance de governos e instituições. Sendo assim, qualquer tentativa de institucionalização pode gerar distorções.
Bitcoin institucional vs. bitcoin livre
O especialista aponta que os ETFs de bitcoin, ao acumularem grandes volumes do ativo, podem criar um mercado paralelo.
Assim sendo, o bitcoin “aprovado” por instituições teria um preço diferente daquele mantido por usuários em carteiras privadas. Inclusive, essa separação já começa a se desenhar com a popularização dos fundos negociados em bolsa.
O paralelo com o Dólar Blue argentino
Na Argentina, o dólar possui múltiplas cotações: oficial, blue, turista, bolsa, CCL e poupança. Essa fragmentação surgiu como resposta às restrições cambiais e à inflação.
Igualmente, Mow acredita que o bitcoin pode seguir caminho semelhante, com dois valores distintos dependendo do contexto de negociação.
A divisão de preços do bitcoin: o alerta de Samson Mow
A fala de Mow reacendeu debates sobre a natureza do bitcoin e sua relação com o sistema financeiro tradicional.
Ele argumenta que o ativo, por definição, existe fora do alcance de governos e instituições. Sendo assim, qualquer tentativa de institucionalização pode gerar distorções.
Bitcoin institucional vs. bitcoin livre
O especialista aponta que os ETFs de bitcoin, ao acumularem grandes volumes do ativo, podem criar um mercado paralelo.
Assim sendo, o bitcoin “aprovado” por instituições teria um preço diferente daquele mantido por usuários em carteiras privadas. Inclusive, essa separação já começa a se desenhar com a popularização dos fundos negociados em bolsa.
O paralelo com o Dólar Blue argentino
Na Argentina, o dólar possui múltiplas cotações: oficial, blue, turista, bolsa, CCL e poupança. Essa fragmentação surgiu como resposta às restrições cambiais e à inflação.
Igualmente, Mow acredita que o bitcoin pode seguir caminho semelhante, com dois valores distintos dependendo do contexto de negociação.
O futuro do bitcoin diante da possível cisão
Apesar do alerta, Mow não acredita que a divisão de preços represente um risco existencial para o bitcoin. Segundo ele, o ativo continuará existindo fora do sistema, mesmo que parte dele fique presa em ETFs ou reservas estatais.
O especialista reforça que o “estado natural” do bitcoin é fluir livremente, sem controle de governos ou empresas. Dessa forma, mesmo com a institucionalização, haverá sempre uma parcela do ativo que permanecerá fora do alcance regulatório.
Possibilidades de adaptação do mercado
Em resumo, o mercado pode se adaptar à nova realidade com:
- Ferramentas de rastreamento de preços separados.
- Plataformas que diferenciem bitcoin institucional e livre.
- Educação financeira para orientar investidores sobre os riscos e vantagens de cada tipo.
Dois preços, uma só moeda?
Por fim, a possível cisão de preços do bitcoin representa um desafio e uma oportunidade. O alerta de Samson Mow não é apenas uma previsão, mas um convite à reflexão sobre o futuro das criptomoedas.
Assim sendo, cabe ao mercado decidir se deseja preservar a essência do bitcoin ou moldá-lo às exigências do sistema financeiro tradicional. Em qualquer cenário, a transparência e a autonomia do usuário devem permanecer como pilares centrais.


