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Exchange de criptomoedas interrompe operações e desespera brasileiros

Usuários relatam problemas graves com exchange brasileira de criptomoedas. O que está por trás de saques bloqueados e falta de suporte?

Investidor de criptomoedas desesperado. Imagem: IA

Nos últimos anos, o mercado de criptomoedas tem atraído cada vez mais brasileiros em busca de autonomia financeira, descentralização e oportunidades de investimento. No entanto, a confiança dos usuários em plataformas de negociação centralizadas, vem sendo constantemente colocada à prova.

Casos de congelamento de saques, falta de transparência e até sumiços completos de empresas do setor têm acendido um alerta importante sobre os riscos envolvidos.

Agora, mais um nome se soma a essa lista preocupante: a Monnos, corretora de criptomoedas com sede no Brasil. A plataforma enfrenta uma onda crescente de denúncias de usuários.

Saques bloqueados e silêncio da corretora

As queixas mais recorrentes relatam problemas graves como bloqueio de saques, falhas de acesso à carteira e a total ausência de suporte.

Desde o dia 18 de junho, dezenas de reclamações semelhantes começaram a surgir no Reclame Aqui, todas sem resposta oficial da Monnos.

No entanto, as manifestações seguem o mesmo padrão: falhas recorrentes na navegação, ativos bloqueados dentro da plataforma e nenhuma resposta por parte da equipe da corretora.

Monnos enfrenta avaliações negativas nas lojas de aplicativos

O aplicativo da Monnos, disponível tanto na App Store quanto na Play Store, também acumula avaliações negativas. Lá, usuários relatam a impossibilidade de movimentar suas criptomoedas e a ausência total de comunicação por parte da empresa.

“Não consigo vender ou transferir as criptomoedas. Mas o pior é o silêncio da Monnos”, escreveu um usuário na Play Store, no dia 20 de julho.

“Há meses que o suporte não responde. (…) Hoje o aplicativo foi desligado sem aviso. Está parecendo um caso de polícia”, disse outro, em avaliação feita no dia 24 na App Store.

Embora os problemas atuais tenham ganhado força nas últimas semanas, há registros de reclamações semelhantes desde 2020. Contudo, a diferença é que, no passado, a empresa ainda respondia os usuários.

Site instável e redes sociais apagadas

Além da crise operacional, a presença digital da Monnos também está comprometida.

As redes sociais da empresa — como Instagram, LinkedIn e X (antigo Twitter) — foram desativadas.

Além disso, o canal oficial no Telegram aparenta ter sido invadido e hoje divulga mensagens suspeitas, incluindo informações sobre suposta migração de contratos inteligentes relacionados ao token da empresa, o MONNOS (MNS).

Último posicionamento da empresa

Diante do cenário, a única manifestação pública veio por meio de uma nota assinada pelo CEO Rodrigo Soeiro. Assim, a Monnos confirma que as operações foram interrompidas, sem entrar em detalhes sobre os motivos.

A nota afirma que novas informações devem ser divulgadas entre três e cinco semanas:

“As operações da Monnos foram interrompidas. Todas as circunstâncias estão sendo devidamente apuradas para que possamos prestar os devidos esclarecimentos aos nossos usuários. A estimativa é de que as apurações levem de 3 a 5 semanas (…).”

Monnos, nota de esclarescimento. Imagem: Reprodução.

Até a publicação desta matéria, o site da Monnos exibia o mesmo aviso, substituindo a página principal.

Falta de transparência aumenta pressão sobre a Monnos

Apesar da promessa de esclarecimentos, a falta de comunicação e transparência por parte da Monnos preocupa os clientes.

A última publicação no blog oficial da empresa data de junho de 2024. Já no Facebook, único canal social ainda ativo, não há atualizações desde fevereiro.

Dessa forma, a corretora que oferecia serviços como cartão cripto, carteira digital, copy trading e negociação de ativos digitais, vive agora uma crise de confiança generalizada. Até o momento, sem qualquer plano concreto de resolução apresentado aos seus usuários.

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