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Foxbit conquista ISO 27001 e 27701 e entra no grupo de exchanges com auditoria internacional

Empresa movimentou R$ 55 bi e atende bancos e fintechs via Foxbit Infra.

Foxbit conquista ISO 27001 e 27701 e entra no grupo de exchanges com auditoria internaciona

A Foxbit conquistou as certificações internacionais ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701, emitidas pela QMS Certification. As novas certificações se somam ao SOC 2 Tipo II já obtido pela empresa e colocam a Foxbit num seleto grupo de players brasileiros de ativos digitais capazes de comprovar, por auditoria independente, que seus processos de segurança da informação e privacidade de dados seguem os mesmos padrões exigidos de bancos e instituições financeiras tradicionais.

A seguir:

  • O que cada certificação atesta e por que a combinação das três importa
  • Por que o público institucional da Foxbit Infra torna as certificações estratégicas agora
  • O que muda no setor quando auditorias independentes viram pré-requisito

O timing não é coincidência. O mercado cripto brasileiro atravessa sua fase mais decisiva de amadurecimento regulatório, com o prazo de autorização das PSAVs no BCB correndo até 30 de outubro e auditorias independentes passando a ser exigência, não diferencial.

O que cada certificação atesta

A ISO/IEC 27001 é o principal padrão internacional para Sistemas de Gestão de Segurança da Informação. Define como uma empresa deve identificar, tratar e mitigar riscos ligados à proteção de dados. Não é uma autodeclaração: exige auditoria independente acreditada para emissão e manutenção.

A ISO/IEC 27701 vai além: estabelece práticas específicas de privacidade, cobrindo desde a coleta até a governança de dados pessoais. Para empresas que processam dados de clientes de bancos, fintechs e instituições financeiras, o padrão é diretamente relevante para conformidade com a LGPD.

O SOC 2 Tipo II, já obtido anteriormente, atesta que os controles de segurança funcionaram efetivamente ao longo de um período de observação, não apenas numa foto pontual. É o padrão mais exigido por empresas americanas e instituições internacionais ao avaliar fornecedores de infraestrutura.

A combinação das três certificações elimina um dos principais argumentos de recusa de bancos e instituições financeiras ao contratar infraestrutura de ativos digitais: a ausência de evidência auditável de que os controles existem e funcionam na prática.

“Segurança nunca foi apenas uma preocupação operacional para a Foxbit. Ela faz parte da forma como construímos a empresa desde o primeiro dia. A certificação valida esse trabalho e reforça nosso compromisso em operar seguindo padrões internacionais de governança, proteção da informação e privacidade. É um investimento contínuo, que acompanha a evolução da Foxbit e do próprio mercado”, afirma João Canhada, fundador da Foxbit.

Por que agora e por que importa para o Foxbit Infra

Fundada em 2014, a Foxbit já movimentou mais de R$ 55 bilhões em operações com ativos digitais. A empresa atende diretamente bancos, empresas e instituições financeiras, e em julho lançou o Foxbit Infra, marca que reúne toda sua operação voltada a negócios: liquidez institucional, pagamentos internacionais, câmbio digital, tokenização de ativos, custódia e integrações via API e white-label.

É esse público, bancos, fintechs e gestoras que precisam prestar contas a reguladores e a seus próprios clientes, que torna as certificações estratégicas neste momento. Uma fintech que integra a infraestrutura da Foxbit está essencialmente subcontratando parte de sua gestão de risco operacional. Sem certificações internacionais, essa subcontratação carrega um risco que os departamentos jurídico e de compliance dessas instituições não conseguem aceitar.

“À medida que ativos digitais passam a fazer parte do sistema financeiro, cresce também a responsabilidade das empresas que oferecem essa infraestrutura. As certificações demonstram que nossos processos seguem padrões internacionais de segurança e privacidade, reforçando a confiança de investidores, empresas e instituições que utilizam nossas soluções”, afirma Ricardo Dantas, CEO da Foxbit.

O pano de fundo: auditoria virou pré-requisito

O avanço regulatório está reescrevendo o que é necessário para operar no mercado cripto brasileiro. A IN BCB 739, que entrou em vigor em junho de 2026, exige que PSAVs apresentem relatório de asseguração razoável emitido por auditoria independente registrada na CVM. A Resolução BCB 580 enquadra as exchanges como instituições financeiras do Tipo 3, com exigências prudenciais que se aproximam das aplicadas ao sistema bancário.

Nesse contexto, certificações como ISO 27001 e SOC 2 Tipo II deixam de ser argumento de marketing e passam a ser parte da documentação que reguladores e parceiros institucionais vão exigir. Empresas que chegam ao prazo de outubro sem esse histórico construído enfrentam uma desvantagem competitiva que não se resolve em semanas.

Para o mercado cripto brasileiro, o movimento da Foxbit sinaliza a direção que o setor vai precisar seguir: segurança e governança como moeda de confiança, não como promessa.

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