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Geração Z perde mais dinheiro com golpes digitais do que qualquer outra geração, aponta TransUnion

39% da Geração Z global e 33% da brasileira relataram perdas financeiras com fraudes digitais no último ano. Familiaridade com tecnologia não protege: golpes de confiança lideram os vetores de ataque.

Geração Z perde mais dinheiro com golpes digitais do que qualquer outra geração, aponta TransUnion

Crescer com internet desde a infância não torna ninguém imune a golpes digitais. Pode até piorar as coisas.

A seguir:

  • Por que mais exposição digital significa mais exposição a risco
  • Os dois tipos de golpe que mais afetam jovens: confiança e conta laranja
  • O que mudou nos golpes digitais e por que conhecimento técnico não é mais suficiente

Um estudo da TransUnion com 12.730 consumidores em 18 países revela que a Geração Z é a faixa etária mais propensa a relatar perdas financeiras causadas por fraudes digitais. Globalmente, 39% dos entrevistados da Geração Z disseram ter perdido dinheiro com fraudes por e-mail, online, telefone ou mensagem de texto no último ano, contra 26% da média geral dos 18 países pesquisados.

No Brasil, o dado também é o mais alto entre todas as gerações: 33% da Geração Z brasileira reportou perdas, contra uma média nacional de 24%.

A falácia do nativo digital

A ideia de que jovens que cresceram com tecnologia estariam naturalmente mais preparados para identificar fraudes online não se sustenta nos dados. O raciocínio tem lógica aparente: quem cresceu usando smartphone, redes sociais e aplicativos de pagamento saberia identificar mensagens suspeitas e links maliciosos melhor do que gerações anteriores.

O que os dados da TransUnion mostram é o oposto. A Geração Z é o grupo mais ativo digitalmente e, ao mesmo tempo, o que mais relata perdas financeiras com fraudes. A correlação não é coincidência: quanto maior o número de interações digitais, maior o número de oportunidades para fraudadores.

Compras online, aplicativos de pagamento, redes sociais, plataformas de jogos, gerenciamento financeiro pelo celular, cada ponto de contato digital é também um vetor de ataque potencial.

Os golpes que mais afetam a Geração Z

O relatório identifica dois tipos de fraude como os mais prevalentes entre jovens.

O golpe de confiança em e-commerce foi o mais relatado: 27% da Geração Z que perdeu dinheiro citou fraudes com vendedores terceiros em sites legítimos de comércio eletrônico.

O formato é sofisticado justamente porque explora plataformas legítimas: o fraudador cria uma listagem num marketplace real, cobra pelo produto e simplesmente não entrega. A legitimidade da plataforma cria uma falsa sensação de segurança.

O segundo destaque é o golpe da conta laranja, onde indivíduos permitem que suas contas bancárias sejam usadas para transações de terceiros, frequentemente sem entender completamente os riscos ou as implicações legais.

No Brasil, onde a conta laranja é usada para dissimular a origem de recursos ilícitos, participar desse esquema pode configurar crime de lavagem de dinheiro para o titular da conta.

O que mudou nos golpes digitais

“Os golpes estão mudando. Muitos fraudadores deixaram de tentar invadir sistemas e passaram a investir em estratégias que exploram a confiança das pessoas. Eles utilizam mensagens, ofertas, abordagens em redes sociais e contatos que parecem legítimos para convencer a vítima a compartilhar informações ou tomar uma ação”, afirmou Wallace Massola, Head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil.

A mudança de vetor é estrutural. Os golpes digitais mais eficazes de 2026 não são os mais sofisticados tecnicamente. São os que conseguem parecer mais verdadeiros. Deepfakes de voz e vídeo, mensagens com tom de urgência que imitam bancos e serviços reais, perfis falsos em redes sociais, promoções que parecem legítimas em plataformas conhecidas: todos exploram a confiança, não vulnerabilidades em código.

“Hoje, os golpes mais bem-sucedidos não são necessariamente os mais complexos do ponto de vista tecnológico. Muitas vezes, são os que conseguem parecer verdadeiros. Por isso, proteção depende cada vez mais de uma combinação entre educação digital, tecnologia e mecanismos capazes de identificar comportamentos de risco ao longo da jornada online”, completou Massola.

A conexão com o ecossistema cripto

Para usuários de criptomoedas, o padrão documentado pelo estudo da TransUnion tem implicação direta. A maioria dos golpes cripto mais eficazes de 2026, desde falsos airdrops no X até phishing de seed phrases e golpes de aprovação de token, não explora falhas técnicas nas blockchains. Explora a confiança dos usuários.

O relatório completo está disponível para download no site da TransUnion.

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