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Cripto registra mais de 164 hacks em 2026 e perdas chegam a US$ 1,2 bilhão

Hacks de criptomoedas já ultrapassam 164 casos em 2026, com perdas de US$ 1,2 bilhão e forte impacto sobre tokens e protocolos DeFi.

Ilustração de uma rede blockchain sob ataque digital, representando o aumento dos hacks de criptomoedas em 2026.

A seguir: 

  1. O mercado de criptomoedas já registrou mais de 164 ataques até o início de agosto, superando os 97 incidentes contabilizados durante todo o ano de 2025.
  2. Os hacks e exploits já provocaram aproximadamente US$ 1,2 bilhão em prejuízos em 2026, sendo US$ 644,9 milhões somente em abril.
  3. Os ataques também provocam queda nos preços dos tokens, redução da liquidez e perda de confiança. O caso da BONK mostra essa diferença: US$ 21,3 milhões foram roubados, enquanto o token perdeu cerca de US$ 138,65 milhões em valor de mercado.

O mercado de criptomoedas já contabiliza mais de 164 ataques e exploits em 2026, segundo levantamento divulgado pela CoinGecko. O número chama atenção porque o ano ainda não chegou ao fim e já supera, com folga, a quantidade de incidentes registrada durante todo o ano de 2025.

Desde 2016, ataques contra exchanges, protocolos de DeFi e outros projetos ligados ao setor provocaram mais de US$ 14,27 bilhões em perdas. Além do dinheiro roubado diretamente, os episódios também provocam quedas nos preços dos tokens, redução de liquidez e perda de confiança entre os usuários.

Em 2026, as perdas acumuladas já alcançam aproximadamente US$ 1,2 bilhão. Uma parcela significativa desse valor, inclusive, veio de um único mês, quando dois grandes ataques movimentaram centenas de milhões de dólares em prejuízos.

Cripto registra mais de 164 hacks em 2026 e perdas chegam a US$ 1,2 bilhão

Hacks de criptomoedas atingem novo patamar em 2026

O histórico dos últimos anos mostra que os ataques contra o setor cripto continuam representando um problema relevante. Em 2022, por exemplo, os prejuízos chegaram a US$ 2,77 bilhões, maior valor anual registrado no levantamento. Na sequência aparece 2021, com aproximadamente US$ 2,66 bilhões em perdas.

No entanto, 2026 apresenta uma característica diferente. Até o início de agosto, o levantamento já contabilizava mais de 164 incidentes envolvendo hacks e exploits. Em todo o ano anterior, foram registrados 97 casos.

Portanto, mesmo antes do encerramento do calendário, a quantidade de ocorrências já ultrapassou o resultado de 2025. O cenário mostra que a frequência dos ataques continua elevada, enquanto protocolos e projetos precisam lidar com riscos cada vez mais complexos.

Abril concentra as maiores perdas com hacks de criptomoedas

Entre os meses analisados em 2026, abril se destacou de maneira negativa. US$ 644,9 milhões foram perdidos em ataques somente naquele mês, valor que representa mais da metade de tudo o que o mercado havia perdido com hacks durante os primeiros sete meses do ano.

Dois episódios tiveram peso importante nesse resultado. Em 1º de abril, o protocolo Drift Trade sofreu um ataque que provocou aproximadamente US$ 295 milhões em perdas. Poucas semanas depois, em 18 de abril, outro incidente envolvendo a Kelp gerou um prejuízo estimado em US$ 293 milhões.

O caso da Kelp teve consequências especialmente relevantes. De acordo com o levantamento, os invasores conseguiram emitir cerca de US$ 293 milhões em rsETH sem lastro por meio de uma vulnerabilidade em uma ponte. Depois disso, utilizaram os ativos como garantia na Aave para tomar emprestados outros ativos de valor real.

A repercussão também atingiu a Aave. O valor total bloqueado no protocolo caiu de US$ 25,93 bilhões para US$ 21,80 bilhões em apenas dois dias. Até 21 de julho, o indicador havia recuado para US$ 14,40 bilhões, uma queda de 44,5% em relação ao nível registrado antes do ataque.

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Prejuízo dos hacks de criptomoedas vai além do dinheiro roubado

O impacto de um ataque não termina necessariamente quando os ativos desaparecem das carteiras do protocolo. Em muitos casos, o mercado amplia as perdas depois do incidente, principalmente quando investidores passam a questionar a segurança e a sustentabilidade do projeto afetado.

A queda no preço dos tokens pode, inclusive, superar o valor originalmente roubado. O caso da BONK ajuda a ilustrar esse efeito. Uma votação maliciosa de governança levou ao desvio de aproximadamente US$ 21,3 milhões da tesouraria da BonkDAO.

Depois do ataque, entretanto, a BONK perdeu cerca de US$ 138,65 milhões em valor de mercado. O montante representa aproximadamente seis vezes o valor retirado diretamente da tesouraria.

Outros tokens também registraram fortes quedas após incidentes de segurança. O STEP acumulou uma desvalorização de 99,4% depois que o protocolo encerrou suas operações. Já o DRIFT caiu 80,2% desde o ataque ocorrido em abril, enquanto o RESOLV registrou queda de 71,7% desde março.

Cripto registra mais de 164 hacks em 2026 e perdas chegam a US$ 1,2 bilhão

Hacks de criptomoedas aumentam pressão sobre segurança

Os números de 2026 reforçam que avaliar apenas o valor roubado pode não mostrar toda a dimensão de um ataque. A perda de confiança, a queda dos tokens e a redução da liquidez podem prolongar os efeitos de uma exploração por meses.

Para investidores e usuários, os episódios também mostram a importância de observar os riscos de segurança antes de utilizar um protocolo ou manter recursos em determinado projeto. Afinal, um ataque pode provocar consequências que vão muito além da retirada imediata de fundos.

Com mais de 164 incidentes registrados até o início de agosto, 2026 caminha para se tornar um dos anos mais movimentados da série histórica em número de ataques. Ao mesmo tempo, o volume de aproximadamente US$ 1,2 bilhão em perdas mostra que a segurança continua entre os principais desafios para o desenvolvimento do mercado de criptomoedas.

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