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Governo confirma IOF sobre Bitcoin

O Governo Lula confirmou planos para aplicar IOF sobre Bitcoin e stablecoins, com alíquota de até 3,5%, ao tratar certas operações com criptoativos como câmbio tradicional.

Governo Lula discute aplicação de IOF sobre Bitcoin e stablecoins no Brasil

A seguir: 

  1. Governo confirma estudo para aplicar IOF sobre Bitcoin e stablecoins
  2. Stablecoins entram no mercado de câmbio e podem sofrer IOF sobre Bitcoin
  3. Consulta pública busca reduzir riscos jurídicos do IOF sobre Bitcoin

O Governo Lula confirmou que pretende aplicar IOF sobre Bitcoin e stablecoins, com alíquota que pode chegar a 3,5%, ao equiparar determinadas operações com criptoativos às transações tradicionais de câmbio.

A medida, que ainda está em fase de construção normativa, integra a agenda econômica do Ministério da Fazenda e busca alinhar o mercado de ativos digitais às regras já existentes no sistema financeiro brasileiro.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico, a equipe econômica prepara um decreto presidencial para viabilizar a cobrança do imposto.

Antes disso, o governo pretende abrir uma consulta pública, com o objetivo de reduzir incertezas regulatórias e evitar disputas judiciais futuras.

IOF sobre Bitcoin entra no radar da equipe econômica

O debate sobre IOF sobre Bitcoin ganhou força após o Banco Central do Brasil definir, em suas normas recentes, que parte das operações com criptoativos pode se enquadrar como operações de câmbio.

A partir dessa interpretação, o Ministério da Fazenda passou a analisar o impacto tributário dessas transações de forma mais detalhada.

De acordo com a equipe econômica, o avanço da regulação cria um ambiente técnico mais favorável para tratar criptoativos dentro do arcabouço fiscal já existente.

Além disso, o governo entende que o crescimento do uso de stablecoins como meio de pagamento internacional exige regras mais claras e alinhadas ao mercado tradicional.

Stablecoins e IOF sobre Bitcoin no mercado de câmbio

O ponto central da proposta envolve as stablecoins lastreadas em moedas fiduciárias, como o dólar.

Para o governo, essas moedas digitais funcionam, na prática, como instrumentos de câmbio, o que justifica a aplicação do IOF sobre Bitcoin e stablecoins em determinadas operações.

Na prática, o decreto permitirá que transações específicas com criptoativos entrem no mesmo regime tributário de compras internacionais, remessas ao exterior e gastos com cartão fora do país.

Com isso, a alíquota poderá variar conforme a natureza da operação, seguindo o modelo já aplicado no câmbio tradicional.

Como pode funcionar a cobrança do IOF sobre Bitcoin

Atualmente, o IOF no câmbio varia entre 0,38% e 3,5%, dependendo do tipo de transação.

Entradas de recursos costumam ter alíquotas menores, enquanto compras no exterior e remessas internacionais chegam ao teto. No caso do IOF sobre Bitcoin, o governo avalia aplicar lógica semelhante.

Cada operação com criptoativos passará por análise individual. Pagamentos internacionais e uso de stablecoins como meio de transferência de valor tendem a entrar no escopo da tributação.

Por outro lado, a compra de Bitcoin para investimento em plataformas autorizadas no Brasil permanece fora do mercado de câmbio, ao menos neste momento.

IOF sobre Bitcoin e rastreabilidade das transações

Além da arrecadação, o governo destaca a necessidade de rastreabilidade como um dos pilares da proposta.

Para especialistas em regulação, quando o criptoativo passa a operar como trilho de pagamento, os controles precisam acompanhar esse movimento.

Nesse contexto, entram em cena práticas como KYC, monitoramento de origem e destino dos recursos, prevenção à fraude e integração com o sistema financeiro regulado.

Segundo analistas, sem esses mecanismos, o risco apenas migra para fora do perímetro supervisionado, o que fragiliza o sistema.

Histórico do debate sobre imposto e Bitcoin

O debate sobre tributação de criptomoedas não começou agora. Em 2023, o governo tentou avançar com uma proposta mais ampla por meio da MP 1303, que previa alíquota de 17,5% sobre ganhos, fim de isenções e compensação de perdas. No entanto, a proposta enfrentou resistência no Congresso e não avançou.

Diante desse cenário, o governo passou a focar no IOF sobre Bitcoin como alternativa mais alinhada às normas já existentes.

A estratégia busca reduzir o embate político e avançar de forma gradual, acompanhando as diretrizes do Banco Central para o mercado de ativos digitais.

Nos próximos meses, o Ministério da Fazenda deve apresentar o texto da consulta pública, colher contribuições do mercado e finalizar o decreto. Após essa etapa, a proposta seguirá para análise da Casa Civil antes da assinatura presidencial.

Enquanto isso, o mercado acompanha de perto os desdobramentos, já que a aplicação do IOF sobre Bitcoin e stablecoins pode impactar custos, estratégias de uso e a adoção desses ativos no Brasil.

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Crypto.com e TechCripto.

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