A seguir:
- Mercado Livre se torna pioneiro ao testar robôs humanoides na logística
- Empresa amplia inovação após consolidar forte posição em Bitcoin
- Automação promete eficiência, segurança e escala nas operações
O Mercado Livre inicia uma nova etapa de inovação ao ir além do Bitcoin e anunciar o uso de robôs humanoides na logística, tornando-se a primeira empresa da América Latina a adotar essa tecnologia em operações reais.
A decisão reforça o posicionamento do grupo como referência em transformação digital, automação e integração entre tecnologia e comércio.
Além disso, o movimento ocorre logo após a empresa ampliar suas reservas em Bitcoin, o que evidencia uma estratégia clara de diversificação tecnológica e financeira.
Dessa forma, o Mercado Livre consolida sua presença tanto no setor cripto quanto na automação industrial.
Mercado Livre e robôs humanoides na logística
O Mercado Livre e robôs humanoides passam a caminhar juntos com a integração do robô Digit, desenvolvido pela Agility Robotics.
A empresa iniciou os testes no centro de distribuição localizado em San Antonio, no Texas, considerado estratégico para atender o mercado mexicano com mais eficiência e rapidez.
Atualmente, esse centro atende vendedores dos Estados Unidos e viabiliza entregas no México entre dois e cinco dias nas principais cidades.
Portanto, a adoção de robôs humanoides na logística surge como um passo natural para escalar operações e reduzir gargalos operacionais.
Embora o Mercado Livre já utilize robôs tradicionais em seus armazéns, esta marca a primeira vez que humanoides capazes de executar tarefas semelhantes às humanas entram em operação.
Assim, a empresa inaugura um novo patamar de automação no setor logístico da América Latina.
Como funcionam os robôs humanoides Digit
O robô Digit mede 1,75 metro, pesa aproximadamente 63,5 quilos e consegue levantar cargas de até 15,8 quilos.
Além disso, ele conta com recarga autônoma, acoplamento automático e extremidades personalizáveis, o que amplia significativamente suas aplicações dentro dos armazéns.
Nos testes iniciais, o robô humanoide na logística do Mercado Livre atua no manuseio de contêineres e caixas conhecidas como totes. Esse tipo de tarefa representa uma das atividades mais repetitivas e fisicamente exigentes do fulfillment.
Em outras empresas globais, como GXO Logistics e Schaeffler, o Digit já executou mais de 100 mil movimentações de totes. Portanto, o histórico comprova sua capacidade de otimizar fluxos internos, reduzir esforços repetitivos e aumentar a eficiência operacional.
Mercado Livre aposta em eficiência, segurança e inovação
Segundo Agustín Costa, vice-presidente sênior de logística do Mercado Livre, a companhia busca constantemente soluções emergentes que melhorem a eficiência e tragam benefícios diretos para funcionários e clientes.
Para ele, a adoção de robôs humanoides fortalece uma logística mais segura, flexível e adaptável.
Além disso, a empresa avalia novos casos de uso para expandir a tecnologia para outras unidades na América Latina, inclusive no Brasil, que representa seu maior mercado. Dessa maneira, os robôs humanoides podem se tornar uma realidade em larga escala nos próximos anos.
Daniel Diez, diretor de negócios da Agility Robotics, destacou que a parceria representa um marco para o setor. Segundo ele, o Mercado Livre demonstra liderança ao integrar robôs capazes de realizar trabalho significativo e gerar valor real dentro das operações.
Mercado Livre, Bitcoin e estratégia cripto
O avanço dos robôs humanoides ocorre em paralelo à forte estratégia cripto do grupo. O Mercado Livre e Bitcoin mantêm uma relação sólida desde 2021, quando a empresa se tornou a primeira listada da América Latina a comprar a criptomoeda.
No primeiro trimestre do ano passado, o grupo adquiriu 157,7 BTC por cerca de US$ 82 mil cada, totalizando aproximadamente US$ 13 milhões. Somando esse valor aos 412,7 BTC comprados em 2021, o Mercado Livre acumula 570,4 BTC em caixa, equivalentes a cerca de US$ 59 milhões.
Com isso, a empresa ocupa a 33ª posição entre as companhias públicas com mais Bitcoin em balanço. Além disso, mantém 3.050 unidades de Ether adquiridas em 2021, reforçando sua integração com o ecossistema cripto.
Visão de longo prazo e liderança tecnológica
O fundador e CEO Marcos Galperin investe em Bitcoin desde 2013 e defende publicamente a criptomoeda como proteção contra o endividamento dos governos e a desvalorização monetária.
Para ele, o Bitcoin preserva liberdades individuais e representa um avanço estrutural para a sociedade.
Assim, ao unir Bitcoin, robôs humanoides e automação logística, o Mercado Livre consolida uma visão de longo prazo baseada em inovação contínua, eficiência operacional e liderança tecnológica no cenário global.




