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MP da Bahia vai rastrear criptomoedas em parceria com Rio e Santa Catarina

Convênio técnico une as procuradorias da Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina para investigar crimes financeiros com criptoativos usando o Reactor da Chainalysis.

Uma tela de computador de investigação exibindo um grafo de carteiras digitais interligadas, com um nó destacado em vermelho sendo isolado, Sala de operações de uma procuradoria em

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) firmou um convênio técnico com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e o Ministério Público de Santa Catarina para rastrear transações suspeitas de criptoativos.

A seguir:

  • Como funciona o convênio e o que cada procuradoria ganha com ele
  • Qual ferramenta será usada e por quanto tempo
  • O histórico de expansão do rastreio de cripto pelos MPs brasileiros

O MPRJ contratou o Reactor, software da Chainalysis, por 12 meses, para mapear e bloquear rapidamente movimentações ilícitas em redes como o Bitcoin.

O acordo transfere licenças de ferramentas especializadas e permite que a equipe baiana opere em conjunto com a unidade CyberGAECO, criada pelo MPRJ para investigar crimes financeiros digitais. A parceria coloca a Bahia na rede de rastreio que o Rio de Janeiro já vinha estruturando com Santa Catarina.

Com o convênio, as licenças do programa são compartilhadas com as demais procuradorias, permitindo que Bahia e Santa Catarina acessem a mesma infraestrutura sem precisar contratar o serviço individualmente. A coordenação das investigações passa pela equipe do CyberGAECO, que atua como ponto central de inteligência.

O que muda na prática para a Bahia

Até a assinatura do convênio, o MP-BA não dispunha de ferramenta dedicada ao rastreio de criptoativos. Com o acesso ao Reactor, os procuradores baianos passam a conseguir seguir o rastro de transações em blockchain, identificar carteiras ligadas a suspeitos e solicitar bloqueios de forma coordenada com o Rio de Janeiro.

O compartilhamento de licenças reduz o custo operacional para os estados parceiros e acelera a resposta a crimes que, por natureza, não respeitam fronteiras estaduais. Esquemas de pirâmide financeira, lavagem de dinheiro e estelionato digital costumam movimentar valores entre carteiras em diferentes regiões antes que qualquer ordem judicial possa agir.

A estrutura do CyberGAECO e a ferramenta Chainalysis

O CyberGAECO é o núcleo criado pelo MPRJ especificamente para investigar e bloquear transações suspeitas de criptoativos com agilidade. A unidade combina analistas jurídicos com capacidade técnica de leitura de dados on-chain, um modelo que os outros estados passam a usar como referência dentro do convênio.

O Reactor da Chainalysis é uma das ferramentas mais adotadas por forças de segurança e órgãos de persecução penal ao redor do mundo para rastrear fluxos em redes de criptomoedas públicas. O software cruza endereços de carteiras, agrupa entidades e traça o caminho dos fundos mesmo quando passam por múltiplas transferências.

No Brasil, o rastreio de criptomoedas usando o Reactor em investigações criminais tem se expandido de forma consistente, como já ocorreu quando o rastreamento de fundos lavados revelou caminhos percorridos por carteiras envolvidas em grandes roubos a exchanges.

Expansão do rastreio de cripto nas procuradorias brasileiras

O acordo entre Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina é parte de um movimento mais amplo. O MPRJ já havia ampliado o rastreio de Bitcoin para sete estados em parceria com a Chainalysis, oficializando a entrada de novos órgãos estaduais no acordo de compartilhamento de ferramentas. O convênio com a Bahia aprofunda essa rede.

O governo federal também vem capacitando servidores nessa direção: o Ministério da Justiça lançou um curso de rastreio de Bitcoin para brasileiros, sinalizando que a competência técnica para investigar crimes com criptoativos deixou de ser exclusividade de poucos órgãos. O convênio entre os MPs estaduais segue a mesma lógica: distribuir capacidade investigativa sem replicar os custos de contratação.

Com a licença do Reactor ativa por 12 meses, o período imediato será de integração entre as equipes e de primeiras investigações coordenadas. A renovação ou ampliação do acordo dependerá dos resultados obtidos nesse ciclo inicial.

Perguntas frequentes

O MP da Bahia pode bloquear criptomoedas de suspeitos sozinho agora?

O bloqueio de criptoativos depende de ordem judicial, mas o convênio dá ao MP-BA a ferramenta técnica para identificar carteiras, rastrear fluxos e instruir o pedido com evidências on-chain. A coordenação operacional passa pelo CyberGAECO do MPRJ.

O acordo vale para qualquer tipo de criptomoeda?

O Reactor da Chainalysis cobre múltiplas redes de criptoativos, não apenas o Bitcoin. Redes com registro público de transações podem ser analisadas pela ferramenta, o que inclui a maioria dos ativos mais usados em crimes financeiros digitais.

Outros estados podem entrar no convênio futuramente?

O histórico do MPRJ mostra que o acordo já foi expandido de dois estados para sete antes deste convênio com a Bahia. A estrutura de compartilhamento de licenças facilita a adesão de novas procuradorias sem custo proporcional ao número de entrantes.

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